Argentina

Em despedida, Riquelme é exaltado pelo Boca Juniors

Alçado à posição de maior ídolo do Boca, o jogador acumulou 126 jogos pelo time e 29 gols que renderam três títulos da Libertadores e seis troféus do Campeonato Argentino

Juliana Regis
Juliana Regis
Publicado em 05/07/2012 às 11:29
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Após ser batido pelo Corinthians, na final da Libertadores, a diretoria do Boca Juniors demonstrou mais tristeza pela despedida do ídolo Juan Román Riquelme do que pela perda do título. Em nota, o clube argentino lamentou a saída do "jogador mais importante da história Xeneize", em referência ao termo que designa a torcida local.

"A final perdida no Brasil não dói tanto quando a saída de Riquelme", afirmou o clube. "Porque nos próximos anos virão mais troféus e habilidades, mas jogadores com a qualidade, influência e beleza de Riquelme não serão mais encontrados", exaltou. "Acabaram os passes maravilhosos que mudavam o rumo das partidas os gols que levaram o Boca a se tornar uma das equipes mais importantes do mundo".

Alçado à posição de maior ídolo do Boca, apesar de Diego Maradona, Riquelme acumulou 126 jogos pelo time e 29 gols que renderam três títulos da Libertadores e seis troféus do Campeonato Argentino. Maior astro do futebol argentino, Maradona teve passagem discreta pelo clube, com 70 jogos e apenas um título, em 1981.

A saída de Riquelme foi confirmada pelo próprio jogador ao fim da partida contra o Corinthians. "Não vou permanecer. Amo este clube e sinto um vazio agora. Mas não tenho mais nada para dar ao clube", declarou o meia, que teve atuação apagada no segundo jogo da decisão.

Apesar da despedida, Riquelme não deixou claro se vai se aposentar. Ele deixou em aberto a possibilidade de seguir nos gramados ao citar um pedido do filho de nove anos. "Se ele ainda quer me ver jogando, vou tentar um pouco mais", disse o meia, que já teve passagens por Barcelona e Villarreal.

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