Torcidas organizadas

Juiz nega liminar que impede acesso das organizadas aos estádios

Para Edvaldo Palmeira, medida seria precipitada e poderia prejudicar inocentes. Ação que visa extinção das facções ainda será julgada

João de Andrade Neto
João de Andrade Neto
Publicado em 04/10/2012 às 17:18
Foto: Renato Spencer/JC Imagem
Para Edvaldo Palmeira, medida seria precipitada e poderia prejudicar inocentes. Ação que visa extinção das facções ainda será julgada - FOTO: Foto: Renato Spencer/JC Imagem
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O juiz Edvaldo Palmeira, da 5ª Vara da Fazenda Pública, negou nesta quinta-feira (4), o pedido de liminar do promotor Ricardo Coelho, para que as torcidas organizadas Jovem do Sport, Inferno Coral (Santa Cruz) e Fanáutico deixem de frequentar os estádios de futebol em Pernambuco. O mérito da ação civil pública, que pede a extinção das três facções, no entanto, ainda será julgado. Porém, deve demorar entre um ou dois anos.

Em entrevista ao Jornal do Commercio, Edvaldo Palmeira justificou a sua decisão de indeferir a liminar. Para ele, proibir a entrada dos torcedores organizados seria algo precipitado no momento. "A liminar não era contra uma torcida e sim contra um grupo de pessoas. É preciso, primeiro, tentar a identificação individualizada dos torcedores transgressores da ordem pública, até para que não se acabe penalizando inocentes", destacou.

"A identificação poderia ser viabilizada com a instalação de sistema de monitoramento com câmeras de vídeo, o que, aliás, é medida prevista no Estatuto do Torcedor. O processo, no entanto, segue normalmente. Todas as partes envolvidas serão chamadas para a defesa e depois ainda há o recolhimento de provas", completou o juiz. "Se o processo ocorrer sem problemas, o julgamento em primeira instância deve acontecer, pelo menos, em um ano", completou.

Por sua vez, o promotor Ricardo Coelho, autor da ação que pede a extinção das três organizadas, adiantou que deve recorrer da decisão. "Devo recorrer. Tenho 10 dias para isso. O fato de o juiz ter negado a liminar é algo totalmente natural. Até porque é preciso analisar melhor as provas para se extinguir três empresas. Vale ressaltar, porém, que o que foi negado foi apenas a liminar e não a decisão final. Essa sim, tenho certeza que terá êxito".

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