Violência

Organizadas de Sport e Central se enfrentam antes do jogo

Integrantes das torcidas transformaram em armas pedras, paus e outros entulhos de um resto de obra, bem perto de uma das entradas do Lacerdão

Alexandre Arditti
Alexandre Arditti
Publicado em 03/03/2013 às 21:18
Foto: Clemílson Campos/JC Imagem
Integrantes das torcidas transformaram em armas pedras, paus e outros entulhos de um resto de obra, bem perto de uma das entradas do Lacerdão - Foto: Clemílson Campos/JC Imagem
Leitura:

A Rua Campos Sales, nas imediações do estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, virou uma praça de guerra antes do jogo entre Central e Sport, neste domingo (3). Integrantes das Organizadas dos dois clubes, Comando Alvinegro (Central) e Jovem (Sport) entraram em confronto. Os vândalos transformaram em armas pedras, paus e outros entulhos de um resto de obra, bem perto de uma das entradas do estádio centralino. Carros foram atingidos, assustando os moradores do local. Há relatos de pessoas com ferimentos leves.

Impedidos de entrar nos estádios de Pernambuco com qualquer material que faça alusão à Torcida Jovem – ontem, foram barrados com camisas e faixas –, os integrantes da principal uniformizada do Sport estavam com um boné amarelo, com o número 1995, ano de fundação da organizada. De acordo com relatos de testemunhas, os torcedores rubro-negros que se envolveram no tumulto estavam com o boné amarelo. Já os do Central vestiam o uniforme da Comando Alvinegro.

O cozinheiro Cícero Manuel dos Santos, 30 anos, foi um dos que sofreram danos decorrentes do confronto. Seu automóvel, um Corsa, teve o vidro traseiro atingido por uma pedra. “É um absurdo. A gente mora em um lugar e quando tem jogo precisa esconder o carro agora”, esbravejou ele, que mora duas casas antes de uma das entradas ao estádio Luiz Lacerda.

Cícero relatou como começou a confusão. “Cerca de 30 torcedores do Central se encontraram com aproximadamente oito do Sport. Eles se agrediram e foi uma chuva de pedra. O que chamou a atenção foi a presença de apenas três policiais no momento do tumulto”, contou o cozinheiro, que não comparece ao estádio vizinho há dois anos.

“Antigamente não tinha essa violência, mas só foi começar essa história de torcida organizada que a situação ficou diferente”, lamentou Cícero, que não prestou queixa. “Ouvi da boca de gente da própria polícia que não resolveria nada”, reclamou Cícero.

Outra testemunha foi o lateral-direito Romero, do Central. Ele estava relacionado para o jogo, mas sobrou da relação do banco de reservas e viu toda a confusão. “Foram muitas pedradas. Meu carro ficou amassado. E agora, quem paga o prejuízo?”, indagou o jogador indignado.

Leia mais na edição do JC desta segunda-feira (4).

Newsletters

Ver todas

Fique por dentro de tudo que acontece. Assine grátis as nossas Newsletters.

Últimas notícias