Amistoso

Felipão arma seleção brasileira com três atacantes

Técnico não quer perder tempo e vai usar o máximo possível os treinamentos para testar variações e observar o comportamento da equipe

Agência Estado
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Publicado em 19/03/2013 às 18:37
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GENEBRA (Suíça) - Luiz Felipe Scolari só define nesta quarta-feira (20/3) a equipe, e o esquema tático, da seleção brasileira que nesta quinta enfrenta a Itália em amistoso, em Genebra, na Suíça. No entanto, nesta terça (19/3), no primeiro treino para a partida, ensaiou algumas surpresas. Uma delas pode ser o não aproveitamento do meia Kaká desde o início; outra é a possibilidade de jogar com três atacantes. Mas também teve confirmações. Felipão escalou mesmo dois volantes com características de marcadores e usou boa parte da sessão para experimentar algo que aprecia bastante - a defesa com três zagueiros.

É uma mostra de que Felipão não quer perder tempo e vai usar o máximo possível os treinamentos para testar variações e observar o comportamento da equipe. O grupo que participará da Copa das Confederações deverá ser formado por jogadores que tenham, entre outras qualidades, a versatilidade.

Kaká, experiente, campeão mundial em 2002 e atleta do grupo atual que mais vestiu a camisa da equipe, pode não ser titular contra a Itália, como quase todo mundo apostava - é bem verdade que Felipão jamais disse que o meia do Real Madrid começaria as partidas contra Itália e Rússia, esta na próxima segunda, em Londres.

Já Fernando, que apenas em sua segunda convocação já chegou a ser definido como um volante "perfeito" pelo treinador, está com moral em alta. Em nenhum momento deixou o time titular, apesar de todos os testes feitos durante o treinamento. Bom indício de que está ganhando o lugar entre os titulares. E se diz pronto para ser o cão de guarda da equipe. "Nenhum jogador gosta de ficar marcando, correndo atrás da bola. Prefere estar com ela. Mas a minha posição exige isso e é sempre bom desarmar e ajudar a armar um contra-ataque. E o Felipão já me passou como gosta que um jogador da minha posição atue e tenho tudo para me sair bem".

Felipão começou o treino com o gremista e Luiz Gustavo como volante, Oscar encarregado da armação e três homens na frente - Hulk, Fred e Neymar. Os volantes "pegaram" bastante no meio de campo e os atacantes se encarregaram de dificultar a saída de bola da equipe considerada reserva.

O treino foi parado algumas vezes para instruções aos jogadores de todos os setores, principalmente em relação ao posicionamento. Pela reação do treinador, são boas as chances de esse 4-3-3 ser o esquema inicial da partida contra os italianos.

Em um segundo momento, depois de trocar Luiz Gustavo por Hernanes - que se movimentou bastante e deu mais dinâmica ao time que vestiu coletes brancos -, Hulk saiu para a entrada de Diego Costa e a equipe passou a atuar em um 4-2-1-3. Isso, porém, aconteceu por menos de 15 minutos.

Foi feita então outra experiência que pode vir a ser aproveitada por Felipão, nesta quinta, em Genebra. Já com Kaká no lugar de Oscar, a seleção foi posicionada com três zagueiros - David Luiz pelo lado direito, Thiago Silva centralizado e Dante pelo esquerdo. Apesar de David Luiz atuar mais pelo lado esquerdo no Chelsea, ele foi mudado de lado porque Dante também ocupa esse setor no Bayern de Munique. Daniel Alves e Marcelo, que então substituiu Filipe Luís, passaram a se posicionar como alas. O ataque teve Neymar e Diego Costa, pois Fred saiu para a entrada de Dante.

Esse posicionamento pode ser adotado até mesmo para facilitar mais a vida de Thiago Silva. Ele vem se recuperando de uma lesão muscular na coxa, fez dois jogos pelo Paris Saint-Germain e que ainda não está totalmente seguro. "Voltei de uma lesão importante, de um período longo de fisioterapia e no jogo com o Valencia (pela Liga dos Campeões da Europa, na semana passada), tive de me conter muito, pois sabia que não podia dar um pique longo", admitiu o jogador. "Senão teria de aumentar a velocidade do pique e poderia sentir".

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