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Eliminado, Málaga protestará na Uefa contra arbitragem

Gol que decidiu a classificação do Borussia Dortmund foi irregular

Da Agência Estado
Da Agência Estado
Publicado em 10/04/2013 às 15:46
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A histórica eliminação do Málaga nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa diante do Borussia Dortmund, na última terça-feira (9/04), segue repercutindo. O gol do brasileiro Felipe Santana, marcado nos acréscimos do segundo tempo e que decretou a vitória alemã por 3x2, enfureceu jogadores, comissão técnica e dirigentes do time espanhol, já que o zagueiro estava impedido ao marcar. Com isso, nesta quarta (10), o Málaga prometeu entrar com protesto formal na Uefa contra a arbitragem.

"Queremos dizer no ponto de vista do clube que estamos hoje indignados diante de outra injustiça que vivemos. Queremos dizer que o clube vai apresentar um protesto oficial na Uefa contra a arbitragem. Lamentamos que nas quartas de final com o nível que teve pelos jogadores, com o jogo que vimos, o nível da arbitragem não fosse o que merecíamos. Estamos muito indignados" disse o diretor geral do clube espanhol, Vicente Casado.

O Borussia Dortmund perdia por 2x1 até os 46 do segundo tempo, quando Marco Reus empatou. Dois minutos depois, Felipe Santana decretou a histórica virada ao aproveitar rebote do goleiro Caballero em posição irregular. Vale lembrar, no entanto, que o gol de Eliseu, marcado aos 37 minutos da etapa final e que havia dado a liderança do placar ao Málaga, também foi ilegal, já que o jogador estava impedido.

A revolta pela atuação da arbitragem já havia sido demonstrada pelo dono do clube espanhol, Abdullah Bin Nasser Al-Thani, em sua página no Twitter na última terça. Al-Thani também pediu a abertura de um inquérito pela Uefa e foi além. "Espero que a Uefa abra uma investigação ao deixar fora desta maneira uma equipe espanhola. Não se pode afetar o espírito esportivo. Isso não é futebol, é racismo", escreveu.

A acusação do dirigente do Málaga não agradou a Uefa, que prometeu tomar medidas sobre isso. O secretário-geral da entidade, Gianni Infantino, disse que o relato de Al-Thani "agora será analisado pelos nossos inspetores disciplinares".

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