Copa Sul-Americana

Pela Sul-Americana, São Paulo decide futuro no Chile

Time tricolor precisa superar o Huachipato, nesta quarta-feira, em Talcahuano

Danilo Galindo
Danilo Galindo
Publicado em 15/10/2014 às 8:15
Foto: AFP
Time tricolor precisa superar o Huachipato, nesta quarta-feira, em Talcahuano - FOTO: Foto: AFP
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A distância para o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro coloca a Copa Sul-Americana como tábua de salvação para o São Paulo na esperança de não passar mais uma temporada em branco. E se quiser continuar sonhando com a conquista continental, o time tricolor precisa superar o Huachipato, nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília). Como venceu o duelo de ida por 1 a 0, basta um empate em Talcahuano, no Chile.

Não é exatamente saudável a relação de parte do clube com a competição. Desde que caiu na Copa do Brasil para o Bragantino, o presidente Carlos Miguel Aidar vem desmerecendo a disputa e diz que ela não é atraente nem técnica nem economicamente. O técnico Muricy Ramalho encampou o discurso e não deixa de expor a sua contrariedade em ter de disputar o torneio paralelamente ao Brasileirão.

Acontece que a campanha claudicante no Nacional recolocou a Sul-Americana como possibilidade mais possível de encerrar 2014 com título e os próprios torcedores começam a cobrar mais empenho. Desta forma, o São Paulo que deve se apresentar no Chile tende a ser muito mais interessado e determinado do que aquele que até aqui veio passando de fase sem empolgar. No jogo de ida, o time curiosamente se acertou só quando Luis Fabiano foi expulso - a vantagem ajudou a mascarar a atuação ruim.

“O primeiro jogo foi muito estranho. Enquanto estavam 11 contra 11, eles foram melhores e não conseguimos sair jogando. Quando ficamos com 10 (depois da expulsão de Luis Fabiano), o jogo fluiu mais facilmente. O treinador deles pede que marquem com muita pressão. Temos que criar um subterfúgio, alguma coisa para fugir dessa marcação na primeira linha”, analisou o goleiro e capitão Rogério Ceni.

Os desfalques mais uma vez surgem como candidatos a vilão. Ainda sem poder contar com Kaká e Souza, que estavam com a seleção brasileira, Muricy Ramalho ao menos ganha alento com os retornos de Paulo Henrique Ganso e Alvaro Pereira, que não jogaram no fim de semana contra o Atlético Mineiro. Rafael Toloi, em recuperação física, Maicon, com dores nas costas, e Luis Fabiano suspenso, são as outras baixas.

Além disso, o elenco tem se queixado frequentemente do desgaste com a sequência de partidas. “Tem o cansaço porque a gente ainda não parou. Temos poucos dias de folga”, ponderou Alexandre Pato.

AO ATAQUE

Muricy Ramalho mais uma vez deve deixar o time reforçado na defesa e a tendência é que Paulo Miranda volte a jogar improvisado na lateral direita no lugar de Auro, que perdeu espaço. Desta forma, Hudson, que vinha sendo improvisado no setor, será adiantado para o meio.

Ainda assim, os jogadores não querem se limitar a defender e prometem manter o mesmo estilo de proposição de jogo e posse de bola para aumentar a vantagem e sacramentar a classificação sem sustos. “Temos que jogar de igual para igual porque se ficarmos só nos defendendo acabamos trazendo o adversário para o nosso campo”, ponderou Alan Kardec. “Nosso objetivo é aumentar nossa vantagem. Se ficarmos sentados em cima dela, isso pode nos prejudicar”.

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