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Árbitros da Copa América assinam manifesto em apoio a Amarilla

O brasileiro Sandro Meira Ricci, Emerson de Carvalho e Fabio Pereira assinam o documento

Da Folhapress
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Publicado em 29/06/2015 às 18:52
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O brasileiro Sandro Meira Ricci, Emerson de Carvalho e Fabio Pereira assinam o documento - FOTO: Foto: AFP
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Nesta segunda-feira (29), trinta árbitros e assistentes que participam da Copa América divulgaram um manifesto em apoio aos paraguaios Carlos Amarilla, Rodney Aquino e Carlos Cáceres, suspensos pela Associação Paraguaia de Futebol por suspeita de participação em esquema de manipulação de resultados que envolve a partida entre Corinthians e Boca Juniors na Libertadores de 2013.

O brasileiro Sandro Meira Ricci, Emerson de Carvalho e Fabio Pereira assinam o documento. No comunicado, os árbitros dizem repudiar "todo tipo de medida baseada em presunções" e oferecem "apoio e solidariedade aos colegas afetados, que consideramos pessoas dignas e íntegras". Eles também rebatem as acusações que pesam sobre o trio paraguaio.

"Rechaçamos que a falibilidade humana (muitas vezes perceptível apenas em imagens de televisão) esteja direcionada a distorcer os princípios do Jogo Limpo."

ENTENDA O CASO

Um programa de TV argentino exibiu no domingo (21) escutas telefônicas que mostram gravações da chamada "Máfia do Futebol", que está sob investigação local. Uma das conversas exibidas levanta suspeitas sobre a arbitragem de Carlos Amarilla, que em 2013 prejudicou o Corinthians no duelo contra o Boca Juniors na Libertadores.

O diálogo em questão – ouça os áudios aqui – envolve Julio Grondona, então presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), que morreu em 2014, e Abel Gnecco, representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol e se dá em 17 de maio de 2013, dois dias depois do Boca eliminar o Corinthians em pleno Pacaembu. Na ocasião, o paraguaio Carlos Amarilla foi questionado pelos corintianos por dois gols anulados e um pênalti não assinalado.

Na conversa gravada, Gnecco relata como foi a decisão pela escolha do juiz paraguaio.

"Estive falando com Alarcón [Carlos Alarcón, representante paraguaio na Comissão de Árbitros da Conmebol] e ele me disse: [...] 'Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?' Veja, se querem eu não sei, eu quero. Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha ponha o Amarilla e deixe de me ferrar. Bom, foi assim, ele colocou e bom... E saiu bem porque, bem, tem de ser assim", disse Gnecco a Grondona.

A conversa é uma das 11 reveladas pelo programa de TV, que teve acesso às escutas usadas em uma investigação que começou em 2012 e teria investigado de sonegação de impostos em negociações de jogadores a manipulações no futebol. Embora a apuração seja anterior à divulgação do escândalo da Fifa, a presença de Grondona une os dois casos, já que o argentino era vice-presidente da entidade internacional e foi citado no inquérito que prendeu sete cartolas em Zurique, José Maria Marin entre eles.

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