Campeonato Pernambucano

Evandro Carvalho reconhece precariedade dos estádios do Pernambucano

Evandro Carvalho disse ainda que, sem as praças esportivas, não há como fazer campeonato

Matheus Cunha
Matheus Cunha
Publicado em 05/01/2017 às 18:01
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, rasgou o verbo quanto à condição precária dos estádios utilizados no Campeonato Pernambucano de 2017. O mandatário classificou os campos como “ruins”, mas ressaltou que, sem eles, não teria como realizar a competição. 

“A gente não tem muito o que fazer, é calamitante, mas a nossa situação é ainda melhor do que outros estados. Se a gente não usar esses estádios, não tem jogo. É ruim jogar em um estádio desse, é, mas é pior não jogar. A gente faz gramado, estrutura, reforço... Mas infelizmente os estádios não são nossos. Por mais que a gente gaste e faça, quando a gente sai, em dois ou três meses acaba tudo”, esbravejou o presidente, se referindo às populares peladas, promovidas por várias prefeituras e que deterioram o gramado das praças esportivas. 

Evandro ainda mostrou preocupação quanto a temporada 2018. Isso porque, no ano que vem, os clubes terão que atender a um caderno de encargos, imposto pela Fifa. As equipes serão obrigadas, por exemplo, a possuir estádios próprios ou contrato de aluguel com a praça esportiva no período mínimo de três anos, além de pagamentos em dia e equipe de futebol feminino. 

“Eu não sei como a gente vai fazer futebol a partir de 2018, porque vai ter o caderno de encargos, que são as obrigações que os clubes terão. Cada ano que passa, a situação fica mais complicada. Têm três estados no Norte que já cogitam parar de fazer futebol profissional, porque não têm condições de cuidar dos estádios”, completou.

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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CARNEIRÃO E ADEMIR CUNHA 

A reportagem do JC pôde atestar de perto as condições de algumas praças esportivas utilizadas no Estadual desse ano. Na quarta-feira (4/1), na partida entre Vitória e América, no Carneirão, em Vitória de Santo Antão, o alambrado enferrujado e o gramado cheio de buracos chamaram a atenção dos pouco mais de 700 torcedores que acompanharam a partida. Já nesta quinta-feira (5/1), a reportagem do JC também atestou as péssimas condições do Ademir Cunha, em Paulista. O campo do estádio municipal se resumia a areia, buracos e capim. Funcionários do América e da Prefeitura do Paulista estavam trabalhando no local, a fim de dar alguma condição de jogo para a próxima rodada, no domingo (8/1), contra o Central. 

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