corrupção

Fifa se nega a repassar dinheiro do legado da Copa para CBF

Entidade se diz vítima da corrupção e não irá repassar verba destinada para a construção de centros de treinamento pelo país

Matheus Cunha
Matheus Cunha
Publicado em 12/01/2017 às 15:30
FPF/Divulgação
Entidade se diz vítima da corrupção e não irá repassar verba destinada para a construção de centros de treinamento pelo país - FPF/Divulgação
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Quando Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2014, a Fifa se comprometeu a destinar U$ 100 milhões ao País como parte do legado trazido pelo evento esportivo. Agora, quase três anos depois, a entidade garante que só irá enviar o dinheiro caso o mesmo não passe pela CBF. O motivo? A Fifa se diz vítima da corrupção do órgão máximo do futebol brasileiro.

Os casos de corrupção envolvem os três últimos presidentes da CBF. Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero (atual presidente) são acusados de fraude pela justiça dos Estados Unidos. Enquanto José Maria Marin está preso no País americano, pelo mesmo motivo. A Fifa se apresentou como vítima no caso, já que, segundo ela própria, parte do dinheiro desviado pertencia a entidade. Por isso, cobra uma indenização próxima de U$ 300 milhões.

Quando liberada, a verba de U$ 100 milhões será destinada para construção de 15 centros de treinamento nos Estados que não receberam jogos do Mundial. Apenas U$ 6 milhões foram liberados até aqui.

CEJU FOI O ÚNICO CT CONSTRUÍDO

Parte desse dinheiro foi destinado para a construção de um CT em Belém, no Pará. O Centro Esportivo da Juventude (CEJU) fica anexo ao estádio Mangueirão e recebeu obras que fizeram com que o equipamento esportivo ficasse no “padrão Fifa”. O CEJU foi inaugurado no início de 2015 e conta com quatro campos, sendo três com grama sintética e um com grama natural.

 

“Por meio do trabalho que desenvolvemos na federação, o Pará foi contemplado com esse projeto pela Fifa, mas nada disso seria possível sem as nossas parcerias. Sei do grande alcance social desse projeto que visa, essencialmente, tirar crianças e adolescentes de situações de risco”, disse Antônio Carlos Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), ao site da Secretaria de Esportes e Lazer do Pará, no dia da inauguração. 

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