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Sobrevivente da Chapecoense, Follmann recebe alta do hospital

Na próxima semana, o goleiro Jackson Follmann iniciará o processo para colocar uma prótese na perna direita, que foi amputada por conta do acidente

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 24/01/2017 às 10:18
AFP
Na próxima semana, o goleiro Jackson Follmann iniciará o processo para colocar uma prótese na perna direita, que foi amputada por conta do acidente - FOTO: AFP
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Último sobrevivente da Chapecoense ainda internado, o goleiro Jackson Follmann recebeu alta do hospital na manhã desta terça-feira. O jogador permaneceu mais de 50 dias em tratamento intensivo e, na próxima segunda-feira, segue para São Paulo para colocar uma prótese na perna direita, que foi amputada.

Antes disso, nesta quarta-feira, o jogador receberá uma homenagem durante o amistoso entre Brasil e Colômbia, no Engenhão, no Rio de Janeiro. A partida será realizada pela CBF e toda renda arrecadada será doada para as famílias das vítimas do acidente aéreo.

"Para mim, esse momento representa muito. Perdi muitos amigos e vou lembrar de todos eles. Vai ser único. Eu vou procurar aproveitar da melhor forma e sentir o calor das pessoas, o calor do jogo. Isso vai me ajudar bastante. Vai ser um grande evento e vai me deixar muito feliz", observou o goleiro.

Follmann também comentou o que deseja fazer quando chegar em casa e sua rotina se estabilizar. "Quero comer um churrasco. Faz tempo que eu não como e eu gosto muito. Brincaderias à parte, eu quero muito sair, ver as pessoas, sentir o carinho delas. Eu pude sentir um pouco no sábado e quero aproveitar mais, porque me fez muita falta nesse período. Ficar com minha família também", comentou o jogador. 

PERNA

Na próxima semana, Follmann vai iniciar o processo para colocar uma prótese na perna. Durante sua internação, ele realizou algumas cirurgias, teve que amputar a perna. O goleiro revelou que não lamenta nenhuma consequência que aconteceu ao seu corpo.  "Não tem porque eu esconder. Eu tenho muito orgulho de todo o meu corpo de como ele está hoje. Eu chorando ou rindo, ela não vai mudar. Eu estou muito bem. Tenho certeza que indo para São Paulo e colocando a prótese, vou conseguir fazer tudo o que eu quero, inclusive jogar uma bolinha"

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