O NOME DO CENTRAL

Com o Central, Mauro Fernandes chega na terceira final do Pernambucano

Mauro Fernandes se junta a Duque, Gentil Cardoso, Charles Muniz, Palmeira e Ênio Andrade no grupo

Matheus Cunha
Matheus Cunha
Publicado em 23/03/2018 às 8:07
Alexandre Gondim/JC Imagem
Mauro Fernandes se junta a Duque, Gentil Cardoso, Charles Muniz, Palmeira e Ênio Andrade no grupo - FOTO: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Principal responsável pela classificação do Central para a final do Campeonato Pernambucano, Mauro Fernandes escreveu o seu nome na história do nosso futebol. Ou melhor, reescreveu. Será a terceira vez que o treinador disputará a decisão do Estadual. E sempre com equipes diferentes. Já foi vice com o Náutico em 1995 e campeão com o Sport em 1998. Mauro passa a integrar um seleto grupo, que possui nomes como Duque, Gentil Cardoso, Charles Muniz, Palmeira e Ênio Andrade. Contudo, nenhum destes profissionais citados conquistou a façanha com um clube do interior. O que dá ainda mais importância ao feito do, agora, centralino.

Mesmo com a façanha, o pós-jogo de Mauro Fernandes foi de tranquilidade e calma. Segundo ele, o nervosismo é só antes das partidas. O histórico vitorioso ajuda nesse quesito. Nada está ganho e o objetivo da Patativa segue sendo o título Estadual. “Eu estou chegando na terceira final em Pernambuco e com três times diferentes. Isso é gratificante. Principalmente chegar com um time do interior. Condições limitadas e o trabalho árduo. Só espero ser coroado com o título. Isso seria muito importante porque nenhuma equipe interiorana conseguiu na história”, afirmou.

Mauro Fernandes bateu na trave em 1995 com o Timbu. Era um mero desconhecido da torcida e da crítica na época. Enfrentou os salários atrasados e levou o alvirrubro à final aos trancos e barrancos. Participou de toda a montagem do grupo. A união do elenco comandado há 13 anos é a principal semelhança com o de 2018.

“No Náutico eu era totalmente desconhecido do futebol de Pernambuco. Eu fui como uma aposta. Tinha sido campeão pelo Sergipe. Peguei o time em remontagem e com muitos jogadores da base. Alguns vingaram. Foi para a final contra o Santa Cruz, que foi merecedor do título porque tinha tudo em dia. Chegamos na decisão com três meses de salários atrasados”, relembra.

NO SPORT

Três anos depois, foi a vez de Fernandes desembarcar no Sport. Comandou a equipe que era liderada por Leonardo dentro de campo. Assim como no alvirrubro, participou da montagem do grupo. Fator comum nas três campanhas. “No Sport de 1998, a única semelhança que teve foi só o começo do trabalho. Era um time em formação, mas uma equipe que aos poucos foi se ajustando e chegou à decisão do título de forma invicta”, explicou.

O rótulo de herói da classificação foi rejeitado pelo alvinegro. O técnico acredita que o seu nome só estará escrito na história se conquistar o título do Pernambucano. Tendo em vista que em mais de 100 anos de competição, nenhuma equipe do interior conseguiu levantar a taça do certame.

“A cidade está em êxtase, porque sabe que é um momento único que está vivendo. O Central vai fazer 100 anos ano que vem e nunca havia chegado a esse estágio. Eu espero que no dia 8 (de abril, data do segundo jogo da final) a gente possa dar a volta olímpica. Esse é o objetivo maior”, concluiu.

O treinador confessou que deve acompanhar in loco a outra semifinal, entre Náutico e Salgueiro, no próximo domingo, na Arena de Pernambuco. “São dois times bastante credenciados ao título. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar com qualquer um deles”, resumiu.

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