Estadual

Central dá exemplo para Sport e Santa Cruz

Finalista, o Central montou um time equilibrado, diferente de Sport e Santa Cruz

Davi Saboya
Davi Saboya
Publicado em 25/03/2018 às 9:08
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Finalista, o Central montou um time equilibrado, diferente de Sport e Santa Cruz - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O voo alto da Patativa é a principal surpresa de Pernambuco na temporada 2018. A campanha regular entre os quatro primeiros do Estadual na primeira fase foi premiada com o sucesso: passou pelo América nas quartas de final, eliminou o Sport, o “primo rico”, nas semifinais, e garantiu uma inédita vaga na final. Com uma torcida concentrada na cidade de Caruaru, um orçamento enxuto e menor expressividade no futebol, o Central mostrou como um time do interior pode fazer futebol sem tantos recursos. Uma aula para o Santa Cruz, que vive um cenário financeiro parecido, e o milionário Leão.

O Alvinegro da “Capital do Forró” é um misto de organização dentro e fora de campo neste Campeonato Pernambucano. O presidente Clóvis Lucena assumiu em 2018 e viu um orçamento enxuto. Porém, vem conseguindo honrar seus compromissos. A folha da Patativa gira em torno de R$ 120 mil reais. Um pouco menor que a do Santa Cruz (próxima de R$ 200 mil) e infinitamente inferior a do Sport (algo em torno de R$ 2,5 milhões). Tudo isso aliado ao apoio financeiro da torcida e de empresários do município (ver arte a baixo).

O orçamento enxuto não impediu a equipe de montar um bom elenco. Tem Júnior Lemos como o seu camisa 10 e verdadeiro maestro dentro de campo. Praticamente todas as jogadas passam pelos pés do meia. Ele forma uma dupla quase que infalível com Leandro Costa, vice-artilheiro da competição com seis gols marcados. Os dois são apenas alguns dos pilares do time liderado por Mauro Fernandes, que, com três meses de trabalho, conseguiu dar um padrão de jogo ao elenco centralino.

CAPITAL

A competência do Central sacramentou o pífio início de ano do Sport. Era esperado que o Leão deslanchasse no Pernambucano por conta do forte poder financeiro e por figurar na Série A. Mas futebol não é feito apenas com dinheiro. E a eliminação na semifinal expôs as várias deficiências. Com a defesa exposta, o meio-campo pouco criativo e o pobre ataque, o clube foi sinônimo de fracasso dentro e fora de campo. Sem falar do tímido apoio da torcida.

A falta da força das arquibancadas também é sentida pelo Santa Cruz. O ano de 2018 demorou a começar no Arruda por conta dos imbróglios eleitorais. Atrelado a falta de recursos, o primeiro ano de Constantino Júnior como presidente culminou na eliminação da Copa do Brasil e do Pernambucano. A classificação para as quartas de final da Copa do Nordeste salvou o primeiro semestre que poderia ser um fracasso inesperado antes da Série C.

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