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Bivar pensa em mudar Lei Pelé caso Bolsonaro seja eleito

Presidente licenciado do PSL quer voltar aos moldes antigos da Lei

Thiago Wagner Thiago Wagner
Thiago Wagner
Thiago Wagner
Publicado em 09/10/2018 às 18:34
Sérgio Bernardo/JC Imagem
Presidente licenciado do PSL quer voltar aos moldes antigos da Lei - FOTO: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Eleito deputado federal pelo Partido Social Liberal e ex-presidente do Sport, Luciano Bivar pensa em mudanças na Lei Pelé caso o candidato Jair Bolsonaro, do seu partido, seja eleito presidente da República. Segundo Bivar, essas alterações servem para proteger mais os clube de futebol.

"Hoje o passe dos jogadores são regidos pela lei que é aquele contrato de trabalho, que é pior do que CLT (Consolidação das Leis Trabalistas). Se você tem contrato de dois anos com o jogador, tem que ficar com ele por dois anos. Você vê clubes que recebem jogadores pagando 50% do salário porque os outros clubes não querem o jogador", disse Bivar em visita ao Jornal do Commercio, nesta terça-feira.

Para o deputado, o ideal é mudar para o antigo modelo, até para evitar que os clubes fiquem reféns dos empresários de jogadores. "Se o jogador quiser embora, faz corpo mole. Aí vai fazer o que? Obrigar ele a colocar a bola dentro do gol? A mudança que penso seria como antigamente", comentou o presidente licenciado do PSL.

Bivar ainda destacou que tentou essas mudanças quando foi deputado federal pela primeira vez, mas que não teve sucesso na iniciativa. "Quando eu estava no primeiro mandato tentei, mas tomei tanto cacete da imprensa", brincou o deputado eleito.

PROFUT

Luciano Bivar ainda se demonstrou favorável ao programa de refinanciamento das dívidas dos clubes, o conhecido PROFUT. Segundo o parlamentar eleito, isso traz um fôlego financeiro para os clubes de futebol. "Não conheço a fundo, mas acho que era muito bom. Condicionava os gastos dos clubes. É preciso um clube com parte financeira organizada na parte fiscal", comentou o parlamentar destacando que não pretende ser ministro dos Esportes. "Acho que ele (Bolsonaro) vai indicar. Eu não penso nisso não. Tenho 74 anos e quero um pouco de sorvete com água fresca", brincou.

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