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Em despedida do Palmeiras, Prass indica Mattos como responsável por sua saída

Goleiro de 41 anos não teve seu contrato renovado com o Palmeiras. Fernando Prass concedeu última entrevista na manhã desta terça-feira

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 10/12/2019 às 13:33
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Goleiro de 41 anos não teve seu contrato renovado com o Palmeiras. Fernando Prass concedeu última entrevista na manhã desta terça-feira - Reprodução/Twitter
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A história de sete anos, três títulos nacionais e 274 jogos pelo Palmeiras terminou nesta terça-feira para Fernando Prass. O goleiro de 41 anos concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol para selar a despedida do clube após não ter o contrato renovado. Ele garantiu que ainda não sabe onde vai jogar em 2020 e apontou o ex-diretor de futebol Alexandre Mattos como o responsável pela sua saída.

O dirigente esteve no comando do departamento de futebol entre 2015 até o início de dezembro deste ano, quando foi demitido juntamente com o técnico Mano Menezes ao fim de uma derrota para o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro. Prass afirmou que já esperava a saída, pois avaliou que o Palmeiras teria preferência para manter os goleiros Jailson e Weverton.

ESTRATÉGIA ADMINISTRATIVA

"O antigo diretor (Alexandre Mattos) teve uma estratégia contratual que deixou meu destino selado. Pelo que se criou, eu mesmo achei que não tinha muitas possibilidades de eu permanecer aqui. Porque a última coisa que eu quero também é atrapalhar qualquer planejamento do clube", disse o goleiro. "A minha não permanência foi muito mais uma questão administrativa do que técnica", completou.

O Palmeiras anunciou a saída de Prass no sábado de manhã e no mesmo dia o goleiro publicou nas redes sociais que o adeus não era do jeito esperado. Apesar de evitar criticar o clube, o jogador demonstrou que ficou desapontado com informações desencontradas. Como exemplo, ele cita que enquanto a diretoria negava que Jailson tinha contrato para ficar no time em 2020, o próprio colega confirmou que já tinha vínculo assinado.

"O planejamento que o Palmeiras me passou é de que, dos dois goleiros, um deles ficaria. Dois grandes goleiros, um tendo contrato, o outro não tendo, é muito dedutível, é fácil de se deduzir qual a probabilidade de um e de outro", comentou o goleiro. Prass descarta se aposentar e promete que só agora vai começar a analisar propostas de novos clubes.

No adeus, Prass ressaltou a identificação com a torcida e recebeu uma placa de agradecimento entregue pelo presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte. "Embora a gente seja profissional, remunerado para isso, esse carinho da torcida é absurdo. Porque com dinheiro tu compra praticamente tudo, mas esse respeito, essa admiração, não compra. As demonstrações de carinho que recebi a partir de sábado, quando falei que iria sair, me surpreenderam", afirmou.

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