NINHO DO URUBU

CPI que apura incêndio pede condução coercitiva de dirigentes do Flamengo

Os dirigentes e ex-diretores do clube foram convocados, mas não compareceram na Alerj para prestar depoimento na CPI. Por conta disso, o presidente da comissão coercitiva dos dirigentes

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 07/02/2020 às 16:00
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Os dirigentes e ex-diretores do clube foram convocados, mas não compareceram na Alerj para prestar depoimento na CPI. Por conta disso, o presidente da comissão coercitiva dos dirigentes - FOTO: Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Dirigentes e ex-diretores do Flamengo foram convocados, mas não compareceram nesta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o incêndio no CT Ninho do Urubu, que matou 10 jogadores das categorias de base e feriu outros três em 8 de fevereiro de 2019.

O Flamengo informa ter enviado o diretor jurídico Antonio Cesar Dias Panza e o advogado William de Oliveira como representantes do clube. Entre os intimados estavam o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello e o atual mandatário Rodolfo Landim. Nenhum dos dois apareceu.

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O presidente da CPI dos Incêndios então ordenou a condução coercitiva dos dirigentes. O pedido ainda tem de ser protocolado para começar a valer. Landim, Bandeira de Melo e demais membros da diretoria envolvidos no inquérito deverão prestar depoimento na próxima sexta-feira. Se não comparecerem, oficiais de Justiça irão buscá-los em casa.

Além dos dirigentes, familiares de três das vítimas também foram convocados para a CPI. O pai de Pablo Henrique, Wedson Candido de Matos, compareceu como representante das vítimas. A família de Wedson e de outros seis jogadores ainda não fizeram acordo com o Flamengo.

Indenizações

Até agora, o clube rubro-negro indenizou três famílias. O clube ainda negocia com os familiares de Arthur Vinícius, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo, Samuel Rosa e Pablo Herique. Com a proximidade da conclusão do inquérito policial que apura a responsabilidade pelo incêndio, a tendência é de que mais famílias acionem judicialmente o clube.

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