Náutico

Berillo consegue na Justiça direito de concorrer à presidência do Conselho Deliberativo

Mandatário Timbu, que havia tido sua candidatura impugnada pela comissão eleitoral, conseguiu cautela tutelar para disputar o pleito

João de Andrade Neto
João de Andrade Neto
Publicado em 13/12/2011 às 22:07
Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem
Mandatário Timbu, que havia tido sua candidatura impugnada pela comissão eleitoral, conseguiu cautela tutelar para disputar o pleito - FOTO: Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem
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Maior gestor do executivo alvirrubro e, agora, oficialmente, candidato à presidência do Conselho Deliberativo do Náutico nas eleições de quinta-feira (15). Com uma tutela cautelar concedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, o advogado Berillo Albuquerque Júnior está apto a disputar o pleito, depois de ter tido a sua candidatura impugnada pela Comissão Eleitoral do Náutico, no último sábado (10). O efeito suspensivo foi concedido pela juíza Karina Pereira.

Na segunda-feira (12), o dirigente tentou na Justiça a sua participação no pleito, mas teve seu pedido negado. Um engano da defesa na indicação do réu da ação culminou na negativa que alijou momentaneamente Berillo Júnior da disputa.

“Na segunda-feira, a juíza entendeu que o Náutico não poderia ter sido o réu da liminar e sim a Comissão Eleitoral. Hoje, ajuizamos uma cautelar indicando como réu a Comissão Eleitoral e o Conselho Deliberativo. Assim, tivemos êxito e Berillo teve seus direitos restabelecidos”, comentou o vice-presidente jurídico, Guilherme Tavares.

Berillo teve sua candidatura impugnada pela Comissão por não ter entregue até abril deste ano as contas de 2010, como manda a Lei Pelé. De acordo com Gustavo, como o Náutico é uma empresa sem fins lucrativos, que não recebe doação de verba pública, não deve nenhuma obediência à Lei Pelé.

A Lei aplica uma pena de cinco anos de inelegibilidade aos gestores que não apresentarem os balanços anuais na data fixada. Só para constar, o balancete do Náutico de 2010 foi entregue ao Conselho Deliberativo em novembro último.

Se a Comissão Eleitoral não acatar a decisão da Justiça vai ter de pagar uma multa diária de R$ 50 mil. 

 

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