Aflitos

A volta por cima de Douglas Santos

Revelação timbu contou dificuldades que quase o fizeram desistir do futebol

Elias Roma Neto
Elias Roma Neto
Publicado em 01/11/2012 às 20:00
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Uma fratura no fêmur por pouco não fez o lateral-esquerdo do Náutico Douglas Santos desistir do futebol aos 15 anos. A nova “pérola” alvirrubra ficou mais de um ano sem jogar futebol e pensou em desistir do sonho de se tornar profissional. Antes disso, o atleta havia passado duas semanas em testes no Corinthians-SP e não foi aprovado. Valorizado com as recentes convocações para a seleção brasileira sub-20, o garoto promessa espera ser valorizado para alçar voos maiores na carreira. Nesta quinta (1º/11), além dessas revelações, ele disse que ainda não renovou contrato com o Timbu.

Desde a primeira convocação de Douglas para a Canarinho, o Náutico se apressou em renovar o contrato do atleta até 2016 e estipular uma multa rescisória alta. No entanto, apesar de o clube considerar o acerto como quase concretizado, o jogador afirmou que não tem nada certo. De acordo com os alvirrubros, o lateral tem vinculo até 2014. “Nós ainda não renovamos. Deixo este assunto para o meu empresário”, disse o jogador, sem entrar em detalhes.

Na vitrine do futebol brasileiro e com o peso de ser um jogador da seleção brasileira, Douglas comemora o bom momento e lembra que superou uma dificuldade muito grande para chegar ao profissionalismo. “Eu pensei em desistir e as pessoas perguntavam se eu ia ser o mesmo Douglinhas quando voltasse. Fiquei com uma interrogação na cabeça”, revelou o lateral.

O motivo da dúvida é que o lateral fraturou o fêmur num jogo de futsal. “A bola estava na frente e o rapaz chegou atrasado e me acertou”, contou Douglas, que tem dois parafusos na perna esquerda. “O médico disse que eu poderia voltar a jogar e fui atrás do meu sonho”, afirmou. A dificuldade fez o jovem ser ainda mais determinado na carreira. “Espero ajudar o Náutico a chegar na Sul-Americana e chegar na seleção principal”, declarou.

Em campo, Douglas está mais confiante. Depois de um início em que ficava restrito na marcação, agora, o lateral arrisca subidas ao ataque. “A marcação é importante, mas, quando tiver liberdade, posso atacar”, afirmou.

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