demissão

Chega ao fim o colegiado do Náutico

Estopim teria sido a sondagem da diretoria ao técnico Marcelo Martelotte sem o consentimento do grupo

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 20/09/2013 às 18:05
Ricardo Labastier/JC Online
Estopim teria sido a sondagem da diretoria ao técnico Marcelo Martelotte sem o consentimento do grupo - Ricardo Labastier/JC Online
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O Náutico não só ruiu dentro de campo. Fora dele, o racha que tentava ser contornado nos bastidores teve o seu último capítulo ontem. Criado no dia 20 de maio para tentar salvar o futebol do clube, o colegiado teve vida útil de apenas exatos quatro meses e sai sem cumprir sua missão. Ontem, numa coletiva convocada às pressas, num restaurante na Zona Sul do Recife, o líder do grupo André Campos foi quem anunciou oficialmente a dissolução daquele conclave de 17 pessoas que chegou a ser aclamado pelos alvirrubros como os novos “messias”.

“Nós estamos aqui para comunicar que o colegiado está desfeito. Fizemos um tremendo esforço para ajudar o futebol, mas aconteceram algumas coisas nesses quatro meses e culminou que hoje (ontem) surgiu a informação de que o Náutico estaria contratando (o técnico) Marcelo Martelotte. Que Alexandre Homem de Melo tinha feito o contato, a pedido de Paulo Wanderley e sem o conhecimento dos outros membros do colegiado. Por isso, o colegiado acha que não tem motivo para permanecer e pede desculpa à torcida por não ter conseguido realizar o que se propôs, que era reabilitar o Náutico”, discursou o agora ex-dirigente.

Questionado se agora fora do clube, ele e os outros membros do colegiado apoiariam a atual diretoria nas próximas eleições, Campos rechaçou qualquer chance de reaproximação. “Infelizmente, hoje o clube é dividido. Na própria gestão havia divisões, com pessoas trabalhando contra o que o colegiado procurava implementar. Por isso nós não marcharemos na eleição com o nome lançado por Paulo Wanderley e Berillo Júnior”, afirmou.

Procurado pelo JC, o presidente Paulo Wanderley não só se mostrou surpreso como não gostou da forma que aconteceu o desfecho. “Lógico que fiquei chateado. Até agora não sei qual foi o motivo (para a dissolução). Até sei, foram as contratações feitas pelo colegiado que não renderam. Por isso eles resolveram sair. Porque pra mim isso não é motivo”, rebateu o mandatário.

Wanderley, a propósito, afirmou que continua prestigiado por alguns dirigentes do extinto colegiado. “O mais estranho é que hoje (ontem) de manhã recebi ligações de membros que saíram de tarde pedindo a troca do treinador”, disse, para encerrar com uma pergunta: “Se os resultados tivessem sido bons, eles teriam saído? É muito fácil ser diretor de resultados”.

Leia mais na edição deste sábado (21/09) do Jornal do Commercio

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