Brasileiro

Jogadores fazem pacto pelo acesso para a Série A

Antes do treino, os atletas alvirrubros se reuniram entre eles, sugeriram abolir o regime de concentração e decidiram se unir para tentar conseguir subir para a elite do futebol brasileiro

Do JC Online
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Publicado em 10/10/2014 às 7:00
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Antes do treino, os atletas alvirrubros se reuniram entre eles, sugeriram abolir o regime de concentração e decidiram se unir para tentar conseguir subir para a elite do futebol brasileiro - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Centro de treinamento do Náutico, na Guabiraba, três horas da tarde da quinta-feira, sala de imprensa cheia, nenhum jogador. No horário previsto para começar a coletiva que geralmente é realizada antes dos treinos, os jornalistas e radialistas estavam todos a postos, mas ninguém apareceu. Meia hora depois, a assessoria de comunicação do clube chegou a informar pela internet que o grupo estava analisando vídeos de partidas anteriores.

A verdade só foi revelada mais meia hora depois quando o zagueiro William Alves finalmente entrou na sala e iniciou a entrevista (exatamente uma hora depois do programado), explicando que os jogadores haviam feito uma reunião só entre eles e teriam firmado um pacto pelo acesso para a Série A. 

Porém, segundo informações de bastidores, devido aos recorrentes atrasos salariais, eles ameaçaram nem treinar e sugeriram abolir o regime de concentração, inclusive já para a partida contra o ABC, sábado, na Arena Pernambuco - decisão que foi discutida a noite pela diretoria alvirrubra, que deve tomar uma posição nesta sexta-feira. 

“Foi uma reunião entre os jogadores só. A gente se reuniu porque a gente vê esses dez próximos jogos que restam na Série B como importantes para nós. Sabemos dos problemas extra-campo que acontecem no clube, mas a gente está focado em vencer essas partidas porque a gente ainda acredita no acesso”, explicou o zagueiro William Alves.

O defensor, inclusive, deixou claro que nem o técnico Dado Cavalcanti fez parte da reunião. “Não era o caso dele participar. Até porque taticamente encontramos uma formação ideal. Essa reunião foi exclusivamente com os jogadores. Foi uma conversa olho no olho mesmo, cada um se cobrando, porque a gente tem a possibilidade de subir e não pode dar atenção as coisas externas”, disse o jogador.

Sobre as “coisas” em questão, o lateral Raí procurou desmentir que o atraso de salário tenha influenciado no desempenho do time na última terça, quando foi goleado por 4x1 pelo América-MG. “Independente de salário, o nosso objetivo principal é o acesso. É importante pra carreira de qualquer jogador”, garantiu. Após a coletiva, os jogadores ainda tiveram uma reunião junto com a comissão técnica no campo para depois treinar.

ESCALAÇÃO - Os jogadores que atuaram contra o América apenas deram voltas em torno do campo. Os outros participaram de um treino tático. No lugar do meia Vinícius, fora por ter levado o terceiro amarelo, é provável que entre Cañete. A certeza é a volta de Paulinho, de volta após suspensão.

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