fórmula 1

Vettel e Alonso correm pelo tricampeonato mundial

O favoritismo é do alemão da Red Bull, que garantirá o seu terceiro título na F-1 com um ?modesto? quarto lugar no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

Alexandre Arditti
Alexandre Arditti
Publicado em 25/11/2012 às 8:22
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Sebastian Vettel ou Fernando Alonso. Após as 71 voltas do GP do Brasil de Fórmula 1, neste domingo (25/11), a partir das 13h (horário do Recife), só um deles vai comemorar o tricampeonato mundial. O favoritismo é inteiro do alemão da Red Bull, que garantirá o seu terceiro título na F-1 com um “modesto” quarto lugar no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, palco da 20ª e última etapa da temporada 2012, uma das mais equilibradas dos 63 anos de história da F-1. Vettel tem 13 pontos de vantagem sobre o espanhol da Ferrari, que se autointitulou o “franco-atirador” desta decisão.

Essa é a sexta vez na história da F-1 que o GP do Brasil é palco da decisão do título. Em duas delas (2005 e 2006), quem fez a festa em Interlagos foi Fernando Alonso, na época pela Renault. O passado serve agora de motivação para o espanhol, que precisa contrariar a lógica para comemorar o título. As combinações são ingratas com ele, que será tri em apenas três cenários: se vencer e Vettel não passar de quinto, se ficar em segundo e o alemão terminar de oitavo para trás, ou se for terceiro e o piloto da Red Bull não entrar na zona de pontuação.

Vettel ou Alonso, quem sair vencedor desta decisão em Interlagos vai se tornar o tricampeão mais jovem da história da Fórmula 1, superando a marca estabelecida em 1991 por Ayrton Senna, que realizou a façanha com 31 anos e exatos 7 meses. Se a lógica prevalecer, o alemão de apenas 25 anos, 4 meses e 22 dias conquistará o título e pulverizará o recorde do brasileiro. Já o espanhol de 31 anos, 3 meses e 27 dias abaixará a marca em apenas alguns meses.

Se não bastassem os 13 pontos de vantagem sobre Alonso no Mundial, Vettel tem a seu favor o bom desempenho da Red Bull em Interlagos. Nos últimos três anos, os carros da escuderia austríaca foram imbatíveis no circuito paulista. Em 2009 e 2010, a vitória ficou com o próprio alemão. Já na temporada passada, o degrau mais alto do pódio foi ocupado por seu companheiro de equipe, o australiano Mark Webber. A história tem tudo para ser igual em 2012, com um dos dois pilotos terminando à frente.

Antes do sinal verde para a largada, é Lewis Hamilton quem parece ter mais chances de desbancar Vettel e Webber. Fazendo sua última corrida pela McLaren – ele vai se transferir para a Mercedes em 2013 –, o campeão de 2008 quer se despedir da escuderia inglesa com vitória. Com Hamilton supermotivado pelo caminho e os carros da Red Bull voando baixo, a tarefa para Alonso fica ainda mais complicada. O espanhol tem uma Ferrari limitada nas mãos e vai precisar de muita sorte para ficar com o tricampeonato.

Vale a Alonso apostar na imprevisibilidade de Interlagos. Alguns fatores ajudaram a fazer das corridas na capital paulista uma verdadeira caixinha de surpresas ao longo da história. A chuva é a principal delas – e segundo o Climatempo, as chances de precipitações durante a prova de hoje à tarde são de 87%. Outro motivo para tantos “imprevistos” é a característica do circuito: longas retas com curvas de baixa, miolo travado e asfalto abrasivo, por exemplo.

O ADEUS DA LENDA - O GP do Brasil será palco da despedida em definitivo do maior campeão da história da Fórmula 1. O alemão Michael Schumacher, 43 anos, vai disputar a sua 306ª e última corrida na categoria. Schumi garante que o adeus dessa vez é para sempre. O heptacampeão havia se aposentado em 2006, mas voltou ao circo da F-1 quatro anos depois, seduzido por uma proposta milionária da equipe Mercedes.

O palco da despedida não poderia ser melhor para Schumacher. Afinal, guarda boas recordações das 17 vezes em que disputou o GP do Brasil – só em duas não terminou na zona de pontuação. O heptacampeão conquistou quatro vitórias e subiu ao pódio ainda outras seis vezes em Interlagos. Dessa vez, no entanto, Schumi chega com pretensões bem mais modestas. Em uma discreta 15ª posição no Mundial, com 43 pontos, o que ele quer é “saborear” o seu adeus.

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