Futebol americano

A hora da verdade para os quaterbacks dos Chiefs e 49ers no Super Bowl

Patrick Mahomes e Jimmy Garoppolo são os grandes talentos das equipes para buscar o título

Felipe Amorim
Felipe Amorim
Publicado em 01/02/2020 às 21:24
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Foto: Michael Reaves/AFP
Patrick Mahomes e Jimmy Garoppolo são os grandes talentos das equipes para buscar o título - FOTO: Foto: Michael Reaves/AFP
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Patrick Mahomes poderia ser um grande atleta de basquete ou um astro do beisebol, mas o texano de 24 anos preferiu o futebol americano. Talentoso, soube trazer das outras modalidades algumas inovações que o tornaram o melhor quarterback da atualidade da National Football League e o trunfo do Kansas City Chiefs para voltar a ser campeão do Super Bowl, neste domingo (2), diante do San Francisco 49ers, depois de 50 anos.

Mahomes possui um estilo de arremessar a bola um pouco diferente do normal. Fruto talvez da convivência com o pai, Pat Mahomes, ex-arremessador, de 1992 a 2003. O lançamento é feito muitas vezes de lado, fugindo do bloqueio feito pelo adversário, que espera as bolas em linha reta e mais altas. “É preciso atenção dobrada com Mahomes, pois ele surpreende a defesa adversária, mas nós também. Ele é muito inteligente”, afirmou Tyreek Hill, o “cheettah” (guepardo), o mais rápido corredor de Kansas (running back), em entrevista coletiva na quinta-feira.

“Ainda bem que ele está do nosso lado. Algumas vezes não sei como ele consegue fazer algumas jogadas. Não entendo como ele pode ver onde estou”, afirmou Travis Kelce, outro que deverá receber lançamentos de Mahomes. Um dos momentos lembrados pelo tigh end foi na vitória sobre o Houston Texans, na semifinal de conferência, quando Kansas City perdeu o primeiro quarto por 21 a 0, mas se recuperou no segundo, virou o jogo para 28 a 24 e venceu a disputa por incríveis 51 a 31. “Mais importante do que minha atuação é a vitória da equipe. Estamos muito unidos e confiantes de que poderemos conquistar esta vitória tão importante”, afirmou Mahomes, sempre muito bem humorado e simpático. “Acho que o nosso diferencial pode ser o fato de que sabemos alcançar as vitórias de formas diferentes”, continuou o jogador mais valioso da NFL em 2018.

DO OUTRO LADO

O quarterback Jimmy Garoppolo chegou, enfim, à primeira aparição como titular na final da NFL – mas com uma camisa diferente da que todos imaginavam. Depois de ter entrado na liga em 2014, visto como sucessor de Tom Brady e aposta da Bill Belichick para manter a dinastia do New England Patriots viva, lapidando o seu jogo, o quarterback só brilhou após ter trocado de equipe e agora lidera o San Francisco 49ers. Aos 28 anos, Garoppolo já tem dois anéis de campeão da NFL, mas em ambos ele era reserva de Brady nos Patriots e não chegou a entrar em campo nos triunfos sobre Seattle Seahawks, no Super Bowl 49, e Atlanta Falcons, no Super Bowl 51.

O estilo de jogo parecido com o de Brady, o jogo de pés e a mecânica de lançamentos inspirados no ídolo, a boa precisão nos passes, a leitura rápida de jogo e até mesmo sua beleza foram fatores que fizeram o QB se tornar personagem relevante na NFL antes mesmo de assumir a titularidade dos 49ers na reta final da temporada 2017. Por três temporadas e meia, o quarterback fez apenas 17 jogos, sendo dois como titular. Belichick escolheu os 49ers como destino para o jogador por entender que ele iria se desenvolver nas mãos do técnico Kyle Shanahan.

Garoppolo encerrou a temporada 2017 como titular dos 49ers e emendou cinco vitórias seguidas nas últimas rodadas. A equipe tinha perdido dez dos 11 jogos disputados antes de ele assumir a titularidade. Em fevereiro de 2018, o QB assinou contrato com a franquia californiana por 5 anos e US$ 137,5 milhões (R$ 448 milhões na época).

Mas a primeira temporada de Garoppolo com a nova franquia era alta, mas durou pouco tempo. Na terceira rodada, o camisa 10 sofreu uma ruptura dos ligamentos do joelho esquerdo.

Assim, o jogador só voltou a campo em 2019, e o fez em grande estilo. Garoppolo liderou os 49ers com oito vitórias nas oito primeiras rodadas. No fim da temporada regular, a franquia registrava 13 triunfos e três derrotas, a melhor campanha da Conferência Nacional.

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