Oportunidade

O ataque do Santa Cruz não é só Grafite

A má fase do experiente jogador do Arruda fez surgir outra opção entre os atacantes corais: o velocista Keno

Diego Toscano
Diego Toscano
Publicado em 16/04/2016 às 10:30
Guga Matos/JC Imagem
A má fase do experiente jogador do Arruda fez surgir outra opção entre os atacantes corais: o velocista Keno - FOTO: Guga Matos/JC Imagem
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Logo quando chegou, Grafite sabia que teria a maior responsabilidade, entre todos do elenco do Santa Cruz, para comandar o ataque coral. A má fase coral em 2016, porém, também atingiu o goleador, que passou sete partidas sem balançar as redes. Em apuros, um “herói improvável” apareceu no Arruda: Keno.

Na sua segunda passagem pelo Santa Cruz, o atleta surpreendeu a todos. Lembrado pela torcida coral como velocista, o atacante se transformou em campo. Nos últimos quatro jogos pelo Tricolor do Arruda, Keno marcou quatro gols.

Precisando de um bom resultado na Copa do Nordeste no próximo domingo (, contra o Bahia, para chegar a uma inédita final regional, o Santa Cruz conta com a estrela de Keno. Na fase de grupos do Nordestão, o gol da vitória contra o Juazeirense, fora de casa, e o tento que colocou a equipe na frente no triunfo contra o Confiança, no Arruda, foram de Keno. Contra o Ceará, nas quartas de final, os dois gols da virada coral dentro de casa tiveram a assinatura do jogador.

Por fim, na última quarta, o quinto gol na competição, que o deixa na terceira posição na artilharia do torneio, veio contra o Bahia, em jogada que o atleta deixou três marcadores pelo caminho.

E quem mais ficou feliz com a repentina ascensão de Keno? O próprio Grafite. “Todos falam da minha responsabilidade. Sei que existe mais pressão em mim, no ataque, pela experiência que tenho. Agora, com essa fase excepcional de Keno, os deveres ficam mais divididos, e isso é bom para o clube. Procuro aproveitar bastante esse grande momento dele. É um jogador técnico, rápido no drible e inteligente nas finalizações. Espero que continue a marcar muito gols e ajudar o Santa Cruz”, ressaltou Grafite, que também falou do seu jejum na equipe, que se encerrou na última quarta, também com gol contra o Bahia.

“Na minha primeira passagem pelo Santa Cruz, também demorei alguns jogos para marcar o meu primeiro gol. Agora foram quase dois meses, com sete jogos de jejum. Tive algumas oportunidades claras, contra América e Sport, além de um pênalti contra o Náutico. Foi um período longo, mas eu tinha consciência que uma hora a fase ia passar. Para atacante, isso acontece às vezes. Continuei trabalhando, e a confiança dos meus companheiros foi fundamental para eu voltar”, explicou o goleador.

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