ÍDOLO

Homenageado no clássico, Gena se diz triste com fase de Santa e Náutico

Ex-lateral-direito conquistou oito títulos em passagens pelos dois clubes

Matheus Cunha
Matheus Cunha
Publicado em 03/11/2017 às 8:11
André Nery/Acervo JC Imagem
Ex-lateral-direito conquistou oito títulos em passagens pelos dois clubes - FOTO: André Nery/Acervo JC Imagem
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Ídolo de Náutico e Santa Cruz nas décadas de 1960 e 1970 e homenageado no clássico deste sábado (03/11), o ex-lateral-direito Gena se mostrou descontente com a situação atual dos clubes na Série B do Brasileiro. Convidado para entregar a taça que leva seu nome a quem mais venceu o confronto no ano, afirmou que preferiria ser homenageado em outra oportunidade. Com os times em uma situação melhor que a atual.

Cria das categorias de base do Timbu, o ex-jogador participou de cinco das seis conquistas do hexacampeonato alvirrubro (1964, 1965, 1966, 1967 e 1968). Depois, em 1970, rumou para o Arruda, onde conquistou mais três títulos estaduais (1970, 1971 e 1973). Os troféus pelo tricolor fazem parte do pentacampeonato da Cobra Coral, conquistado de 1969 a 1973. Os títulos renderam a Gena o posto de maior vencedor do Campeonato Pernambucano, com oito triunfos, seguido de perto pelo goleiro Magrão, do Sport, que tem sete.

Gena atuou pelo Náutico na década de 1960 (Foto: Arquivo/JC)


“Eu não queria esse negócio (taça) agora, porque eles estão lá em baixo (o Timbu é o 19º colocado, com 28 pontos, a Cobra Coral é o 18ª, com 32). Cá para nós, o Náutico, pela maneira que vem jogando, já está na Série C. Eu queria, era desejo meu, que eles estivessem lá em cima, brigando pela Série A. Mas eu tive o privilégio de ser o escolhido. Tantos jogadores bons passaram pelos dois times e resolveram me escolher”, justifica.

O ex-jogador chegará ao estádio bem antes do ponta-pé inicial, marcado para as 16h30. Ficará nas cadeiras, ao lado de nomes marcantes da história tricolor, como o ex-zagueiro Alfredo Santos, que também atuou pelo Timbu e atualmente é fisioterapeuta do Santa. Vai entregar o troféu ao vencedor do duelo (clubes chegam empatados com duas vitórias, três empates e o mesmo número de gols). E garante que não irá escolher um time.

“Eu não vou torcer por ninguém. Quero que ganhe o melhor time. Mas eu tenho mais amizade com a turma do Santa Cruz. Com o Náutico eu tinha com Ivan (Brondi, ex-presidente que renunciou ao mandato), que saiu. No Arruda eu conheço mais gente”, justifica o ex-lateral-direito.

MÁGOA

Mesmo com uma vasta história dentro de campo com a camisa alvirrubra, Gena se diz magoado com o clube que o revelou. Ele treinava as equipes sub-15 e sub-17 desde 2016, até ser demitido em setembro, após a renúncia de Ivan Brondi. O ex-lateral afirma que tem seis meses de salários ainda a receber do Timbu.

“O Náutico fez uma injustiça comigo e com Lourival (ex-jogador alvirrubro e que trabalhava ao seu lado). Rodaram a diretoria e colocaram a gente para fora. Vínhamos fazendo um grande trabalho. Para se ter ideia, fomos até Garanhuns e ganhamos um campeonato sub-20 com o time sub-17. Quando Ivan saiu, os diretores mandaram a gente embora. São seis meses sem pagar. Estamos para entrar na Justiça. Só esperando uma posição de Gustavo Ventura (deixou o cargo com Ivan Pinto da Rocha). Eu estou muito magoado com o Náutico.”

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