Série A

O ataque do Sport é o terceiro pior da Série A

Com média de 1,2 gols por partida, setor ofensivo do Leão só fica à frente do América-MG (1,1) e do Figueirense (1,1).

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 28/05/2016 às 13:19
Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
Com média de 1,2 gols por partida, setor ofensivo do Leão só fica à frente do América-MG (1,1) e do Figueirense (1,1). - Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
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Em tempos de crise nos clubes de futebol, é comum dizer que “a luz de alerta está acesa”. No caso do Sport, pode se dizer que esta luz quase não esteve apagada nesta temporada.

As eliminações nas Copas do Nordeste e do Brasil, além da perda do título pernambucano para o arquirrival Santa Cruz, deixaram a relação entre torcida e time estremecida. Com o péssimo início de Série A – apenas um ponto em nove disputados –, o clima ficou ainda mais deteriorado.

Sob frequentes vaias, já são 37 dias sem vitórias. Sete fracassos consecutivos: cinco derrotas e dois empates. O setor mais criticado, sem dúvidas, é o ataque. Improdutivo desde o início do ano, a ofensiva do Leão é a terceira pior entre os times que disputam a Série A, com uma média de 1,2 gols por partida. Os rubro-negros só ficam à frente do América-MG (1,1) e do Figueirense (1,1). São apenas 36 gols marcados em 30 jogos disputados.

Alguns fatores justificam o mau momento. A principal delas, talvez, seja a falta de rendimento dos reforços estrangeiros – Reinaldo Lenis e Mark González. O primeiro fez cinco gols, enquanto o outro nenhum. Contratados para serem “os caras” do reformulado ataque, os atletas não se encaixaram nos esquemas usados pelo ex-técnico Falcão e, atualmente, com Oswaldo de Oliveira. Não à toa, hoje, a realidade de ambos é o banco de reservas.

“O nosso setor ofensivo teve muitas mudanças desde o ano passado. Mesmo trazendo outros jogadores, o entrosamento e a evolução da equipe ficou comprometida. Isso acabou afetando as nossas finalizações”, justificou o treinador.

Outro fator preponderante é a ineficiência do camisa 9, a peça responsável por colocar a bola no fundo das redes. Túlio de Melo até ameaçou ser este personagem – é o atual artilheiro do time, com seis gols –, mas uma sequência de contusões acabou interrompendo o bom momento do atacante. 

Vinícius Araújo, seu substituto, não correspondeu a altura e, hoje, é o principal alvo das críticas da torcida rubro-negra. São apenas três gols em 18 jogos. Nas redes sociais, até um evento para comemorar a saída do atleta do Sport já foi criado e conta com mais de dois mil confirmados.

O clima de insatisfação, por sinal, parece ter sido levado para dentro dos vestiários. Após a derrota para o Internacional, na última quinta-feira, no Beira-Rio (RS), o volante Rithely esbravejou: “Um time que não marca gols vai ganhar como?”

Apesar da fase, o técnico Oswaldo de Oliveira enxerga uma evolução no setor ofensivo da equipe rubro-negra em relação a quando assumiu a equipe, na decisão do Estadual. “A tendência é aumentarmos esse lastro à medida que os jogos vão acontecendo”, argumentou.

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