confusão na ilha

Polícia Militar garante que não errou na operação de segurança na Ilha

O comandante do batalhão de choque, o tenente-coronel Cesar Moraes, garantiu que procedimento foi realizado conforme a regra: "ação profissional e técnica". Ele alega que alguns torcedores queriam invadir o estádio

JC Online
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Publicado em 08/03/2018 às 12:25
Foto Diego Nigro/JC Imagem
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Atualizada às 16h35

A Polícia Militar garantiu que não cometeu nenhum erro durante a operação de segurança na Ilha do Retiro, na noite da quarta-feira, durante empate por 1x1 entre Sport e Santa Cruz. A PM esclareceu que identificou um torcedor com um objeto proibido no estádio na comemoração do gol tricolor. De imediato, policiais foram acionados para interromper a ação e retirar o torcedor do local. A confusão que marcou o duelo também foi controlada de acordo com o procedimento padrão. "O batalhão de choque agiu conforme a regra. A ação foi profissional e técnica".

De acordo com informações divulgadas em entrevista coletiva, cerca de 170 policias estavam de plantão na Ilha do Retiro para garantir a segurança de 13 mil torcedores. "A polícia identificou um homem com sinalizador aceso e acionou de oito a dez policiais para fazer a intervenção. Imobilizaram e prenderem o torcedor. O artefato não foi localizado", disse tenente-coronel Cesar Moraes, comandante do batalhão de choque. Ele continuou. "Em uma situação dessas, é muito difícil fazer a revista de todos. Tinha gente entrando no estádio quando o Sport fez o primeiro gol (aos 26 minutos do primeiro tempo)", justificou.

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (8), a Polícia Civil de Pernambuco afirmou que foram lavrados três Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) contra três homens de 18, 25 e 26 anos, que não tiveram suas identidades reveladas. De acordo com a polícia civil, o trio vai responder por provocação de tumulto por conta da confusão gerada no Clássico das Multidões. O caso será investigado pelo delegado Paulo Moraes, titular da Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva.

PRÓXIMO JOGO

A polícia continuou alegando que a confusão foi iniciada por outras pessoas que seriam de uma torcida organizada do Santa Cruz. Eles teriam começado uma confusão e causado a bagunça. A PM garantiu que se reunirá com representantes dos clubes e da Federação Pernambucana de Futebol para resolver como vão proceder no próximo jogo entre Sport e Santa Cruz, que está marcado para a próxima quarta-feira, também na Ilha do Retiro. 

"Não descartamos ter torcida única. É algo a ser discutido, mas não compete a polícia decidir. Mas a estaria sim disposta a reforçar o efetivo neste caso", concluiu.

Foto Diego Nigro/JC Imagem
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Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O JOGO

Ainda sem convencer na temporada, Sport e Santa Cruz entraram em campo com a responsabilidade de protagonizarem um futebol mais vistoso ou, ao menos, mais competitivo. Algo que ambas as equipes não apresentaram em 2018. Porém, no início do Clássico das Multidões, somente os rubro-negros procuraram tomar a iniciativa do jogo. É verdade que de forma atabalhoada. O suficiente para encurralar os tricolores em seu campo defensivo.

O volume imposto pelos donos da casa não era produtivo e os passes errados incomodavam Nelsinho Baptista, que aos 23 minutos perdeu a cabeça com Índio e sacou o prata da casa para colocar Thomás. A mudança surtiu efeito e com menos de dois minutos em campo, o meia já balançava a rede coral. O camisa 20 recebeu pela direita, cortou de letra Paulo Henrique e chutou de canhota no ângulo de Machowski. Um golaço: 1x0.

O Santa Cruz não demonstrava capacidade para incomodar a defesa leonina e permanecia acuado. O Sport, por sua vez, perdia chances de ampliar o placar. Neto Moura, em cobrança de falta, e Raul Prata em chute raspando a trave, estiveram próximo de balançar a rede tricolor. Quando parecia que a Cobra Coral não iria mostrar o seu veneno na primeira etapa: eis o bote. Aos 40 minutos, em rápido contra-ataque, Héricles partiu pra cima da zaga rubro-negra e direção à área, mas ao invés do chute, ele deu um lindo calcanhar achando Fabinho Alves sozinho entrando na cara de Magrão e finalizando com tranquilidade para empatar a partida: 1x1.

Após o gol de empate, um torcedor tricolor acendeu um sinalizador nas arquibancadas, o que gerou uma grande confusão. A Polícia Militar tentou coibir o ato e acabou provocando muito corre-corre, torcedores seriamente machucados ao descer os degraus das arquibancadas - alguns com fratura exposta.

O tumulto fora das quatro linhas acabou afetando o rendimento em campo. O clássico esfriou bastante e as duas equipes não produziram jogadas perigosas. O Sport só assustou Machowski em cobrança de falta, aos três minutos. Já o Santa seguia adotando uma postura reativa - postada em seu campo defensivo e buscando sair em velocidade. Sem produtividade em campo, a partida permaneceu com o placar inalterado até o apito final.

Ficha do jogo

SPORT

Magrão; Raul Prata, Ronaldo Alves, Léo Ortiz e Sander; Pedro Castro, Neto Moura, Marlone e Gabriel; Índio (Thomás) e Leandro Pereira (Mikael). Técnico: Nelsinho Baptista.

SANTA CRUZ

Tiago Machoski; Vitor, Augusto Silva, Genílson e Paulo Henrique; Jorginho (Leandro Salino), Luiz Otávio, Daniel Sobralense (Jeremias); Fabinho Alves (Geovane), Robinho e Héricles. Técnico: Júnior Rocha.

Local: Ilha do Retiro.
Árbitro: Péricles Bassols Cortez.
Assistentes: Ricardo Chianca e Clóvis Amaral.
Gols: Thomás, aos 26 minutos, e Fabinho Alves, aos 40 minutos, do 1º tempo.
Cartões amarelos: Ronaldo Alves (SPO) e Jeremias (SAN).
Público: 13.218.
Renda: 216.095,00.

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