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Sport avalia que negociação de André para o Grêmio não agradou

Leão não ficou satisfeito com atitude do jogador

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 23/03/2018 às 17:27
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Leão não ficou satisfeito com atitude do jogador - FOTO: JC Imagem
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As longas negociações de André e Rithely não deixaram insastisfeitos somente os jogadores. O presidente do Sport, Arnaldo Barros, também ficou na bronca com o desfecho da transferências dos dois. Para o mandatário rubro-negro, o negócio envolvendo a saída do atacante para o Grêmio não foi das melhores - na sua visão de mercado.

"Não nos agradou. Fizemos o maior investimento do clube, recuperamos o André, ele teve um início conturbado... Mas depois performou. É um atleta talentoso, entende de futebol, fez um grande campeonato. Mas em menos de um ano de clube, ele chega e diz que não quer ficar. Sendo que assinou por cinco anos. Se eu faço um investimento desse, tenho de ter prazo para tirar esse investimento ou comercializar da melhor forma. Não contava com esse posicionamento que ele teve. De não entender que ele valia muito mais do que o Grêmio ofereceu. Apesar de a gente ter vendido pelo dobro do preço que investimos, não acho que foi o melhor negócio, mas a postura de André nos levou a fazer o negócio", disparou Arnaldo Barros.

Questionado sobre tais posturas, o presidente leonino não escondeu. "Após o interesse do Grêmio, ele teve uma postura condenável. Não queria jogar. Tive de tomar a atitude dentro da lei. Não podia decidir com o fígado. Se tivesse afastado ele com condições de jogar, eu estaria provocando um passivo para o clube enorme, pois ele poderia alegar danos morais. Por isso agi com a lei.

Para Arnaldo, o que ele esperava era que e André e seus empresários tivessem adotado a mesma postura de Diego Souza, quando pediu para deixar o clube, mas entendeu que o Sport merecia receber uma quantia justa. "Diego Souza teve essa compreensão quando o Palmeiras veio tentar contratá-lo. Ninguém quis pagar o valor da multa dele. Sabem quanto era: R$ 90 milhões para o Brasil e 60 milhões de euros para fora do País. É pagável? Claro que não esperava que a multa fosse paga, mas ela serve para proteger o clube e abrir negociação pelo que achamos justo. Quando ele me procurou e disse que queria sair, que tinha encerrado o seu ciclo, conversamos com o São Paulo e conseguimos vendê-lo por dez vezes mais o valor que investimos. Além disso, Diego nos deu retorno de capital, desportivo e midiático", finalizou.

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