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Valor do financiamento da casa própria depende da idade do mutuário

Quanto mais velho o cliente, menor é o valor do crédito

Viviane Barros Lima
Viviane Barros Lima
Publicado em 12/05/2011 às 0:48
Guga Matos/JC Imagem
FOTO: Guga Matos/JC Imagem
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O financiamento habitacional é abundante e os bancos pregam que ele está cada vez menos burocrático. Mas para uma parcela da população, que tem mais de 50 anos, o crédito para casa própria fica mais caro e difícil. O problema é que os bancos não acompanham a expectativa de vida dos brasileiros e temem fechar um financiamento longo com alguém mais velho por acreditar que esse mutuário tem muito mais chance de falecer do que um cliente de 30 anos.

Como o banco faz um seguro que cobre o valor do financiamento em caso de morte do cliente, mutuários vivos são bem menos custosos. “Uma pessoa de 60 anos paga um financiamento muito mais caro do que uma de 30. Agora os mais velhos são minoria da clientela dos bancos na contratação de financiamento imobiliário”, explica o corretor Eduardo Feitosa.

Na simulação feita pelo Jornal do Commercio no site da Caixa Econômica Federal, maior financiador da casa própria do País, a diferença no tratamento dos mutuários com idade variada está no valor da entrada do financiamento. Se alguém de 30 anos, com renda de R$ 5 mil, vai financiar um imóvel novo de R$ 200 mil, tem que pagar uma entrada de R$ 56.233,31. Para quem tem 50 anos, esse valor sobe para R$ 61.091,78. Já os mutuários com 70 anos, pagam R$ 127.032,70 de entrada, ou seja, mais que o dobro do mais jovem.

No Banco Santander/Real, a idade mínima para fazer um financiamento imobiliário é de 18 anos. A maior parte dos mutuários tem 39 anos. Já o Bradesco esclarece, em nota oficial, que “o aumento do valor conforme a idade, é devido ao calculo do prêmio do seguro, que é um dos componentes do valor da parcela a ser paga mensalmente, ressaltando que os demais componentes não se alteram em função da idade do cliente”. Na Caixa, 55,5% dos mutuários de Pernambuco têm até 35 anos. Somente 1,1% tem mais de 65 anos. A maioria é homem e tem renda mensal de até três salários mínimos.

 

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