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Mais fôlego com as novas regras da Caixa

Para as empresas do segmento imobiliário, a ampliação do prazo de pagamento do financiamento habitacional vai criar mais oportunidades aos clientes de classe média

Lara Holanda
Lara Holanda
Publicado em 14/06/2012 às 17:23
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Para as empresas do segmento imobiliário, a ampliação do prazo de pagamento do financiamento habitacional vai criar mais oportunidades aos clientes de classe média - FOTO: Foto: Guga Matos/JC Imagem
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As novas regras para financiamento da casa própria anunciadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) trouxeram ainda mais fôlego para o mercado imobiliário. Já bastante aquecido, o setor aponta que a ampliação do prazo de pagamento do financiamento habitacional de 30 para 35 anos manterá o ritmo de vendas ou mesmo pode trazer ainda mais compradores.

“A medida é um facilitador para a comercialização e ampliação do mercado consumidor. Na hora em que há o aumento do prazo, mais pessoas poderão comprar seu imóvel. A renda do consumidor se mantém, mas ele tem a ampliação de seu poder aquisitivo. Se antes não entraria num financiamento, agora terá mais chance de se comprometer e comprar”, analisa Luiz Byron, diretor imobiliário da Duarte Construções.

Como o mercado imobiliário do Estado segue em expansão, as construtoras e imobiliárias acreditam que não haverá um salto nas vendas, mas que as novas regras do financiamento habitacional favorecem ainda mais o mercado. Além da ampliação do prazo, a CEF também reduziu as taxas de juros.

“O setor já vem aquecido porque há uma demanda real pela compra da moradia. As novas regras atingem principalmente a classe média, mais gente deve ir em busca de moradia, o que deve manter e até ampliar o mercado pernambucano”, acredita Byron.

O diretor executivo da Imobiliária Eduardo Feitosa, Roberto Rios, aponta que entre os principais beneficiários com as medidas estão os investidores e famílias que vão comprar o segundo imóvel. “Essas novas regras atingem um outro público, que é a classe média. Com o aumento do prazo e a redução dos juros, os valores da prestação e a renda necessária para adquirir um imóvel diminuem, e antes uma compra que não era possível passa a caber no bolso do futuro cliente”, destaca.

Rios observa que há cerca de seis anos que o financiamento surgiu com mais força no mercado. “Antes, a construtora financiava direto em 100 meses. Hoje o mesmo produto é comprado praticamente à vista com o financiamento através dos bancos e melhores condições de pagamento.”

De acordo com o diretor da Eduardo Feitosa, as medidas não devem trazer consequências negativas. “O mercado tem capacidade produtiva para atender essa demanda. Temos incorporadoras fortes, com projetos bem pesquisados e elaborados para suprir o mercado”.

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