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Bairro une comércio, residência e empresas

O RioMar Shopping é a âncora de investimentos da localidade que já atrai empreendimentos hoteleiros e empresariais. O preço do m² construído já chega a R$ 7 mil

Do JC Online
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Publicado em 05/07/2012 às 17:03
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Uma das principais mudanças no traçado do Pina são as obras de mobilidade urbana e o RioMar Shopping, que atrai empresariais, hotéis e residenciais para a região. Além da duplicação do viaduto Capitão Temudo, no Cabanga, está sendo construída a Via Mangue. O corredor será uma estrada expressa, sem semáforos e com velocidade média de 60 quilômetros por hora, com 4,75 quilômetros (km) de extensão no sentido Centro-Boa Viagem e 4,37 km no sentido contrário. A via, orçada em R$ 558 milhões, será entregue até setembro de 2013.

Em fase final de construção, o RioMar Shopping, do Grupo João Carlos Paes Mendonça (JCPM), será entregue em outubro deste ano. Orçado em R$ 600 milhões, é o maior equipamento do segmento no Nordeste. 

Como compensação de toda a sua dimensão, o RioMar investe no desenvolvimento sustentável e em ações mitigadoras, como o investimento de R$ 35 milhões em obras viárias no seu entorno e doação de 16 mil metros quadrados à prefeitura, que construiu e entregou três habitacionais – Via Mangue 1, 2 e 3 – totalizando 992 unidades. Os apartamentos foram entregues aos moradores das comunidades Pantanal, Patrocínio e Beira-Rio, que habitavam nas palafitas às margens da Bacia do Pina.

Em um espaço com 101 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), o RioMar terá 476 operações, além de 12 salas de cinema, teatro para 720 lugares, praça de alimentação com capacidade para 55 operações, 12 restaurantes e academia de ginástica. O shopping terá 6.200 vagas de garagem e vai contar com empresariais. De acordo com Tony Vasconcelos, diretor comercial da construtora Moura Dubeux – que já levantou três dos quatro empresariais que vão fazer parte do RioMar – considera que o Pina se tornou uma área de convergência com a chegada do RioMar.

“Um empreendimento desse porte funciona como um acelerador do desenvolvimento. Já começa a haver uma valorização imobiliária.” O metro quadrado (m²) dos empresariais custavam em torno de R$ 5.200 na planta. Hoje já chegam a R$ 9 mil e devem se valorizar mais quando forem entregues, prevê Tony.

“O Pina já é um dos metros quadrados mais procurados no Recife”, concorda Eduardo Abath, sócio-diretor da True Imobiliária. “A procura pela região está alta. Em dois anos o valor do metro quadrado duplicou. No caso dosterrenos, passou de R$ 2,5 mil para R$ 5 mil. Já o residencial chega a R$ 7 mil”, avalia. 

O preço do aluguel também deu um salto, indica o subgerente do Bar da Fava, Josivaldo Melo. “De um ano para cá, o aluguel passou de uns R$ 500 para R$ 1.200.” A moradora do bairro, Silvana Bacelar, também indica que a procura por imóveis está alta. “Hoje você encontra casas por R$ 300 mil, casas simples com dois quartos. Há quatro anos, encontrava por R$ 85 mil.”

O empresário Carlos Eduardo Alves investiu numa padaria desde o início de junho prevendo o desenvolvimento da região. “Com certeza essa região terá um novo público com o shopping, essas casas também devem dar lugar a prédios”, estima confiante.

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