CASA PRÓPRIA

Saiba quais os cuidados ao comprar imóveis na planta

Especialistas dão dicas para que a compra não vire um pesadelo

Emídia Felipe
Emídia Felipe
Publicado em 26/06/2014 às 11:00
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A compra do imóvel na planta é sempre uma boa pedida para quem pode esperar pelo imóvel ou quer investir, já que a valorização até a conclusão da obra costuma ser alta. Mas, assim como as demais negociações imobiliárias, esse tipo de compra também exige atenção por parte do consumidor. 

Segundo dados do Índice de Velocidade de Vendas (IVV), medido pela Fiepe para o mercado imobiliário da Região Metropolitana do Recife, 34,7% dos imóveis residenciais novos, vendidos entre janeiro e abril deste ano, foram comprados na planta. Percentual que fica atrás só da fase seguinte, a da fundação, que registrou 43,1% das vendas.

Para o advogado especialista em direito imobiliário Marcus Lins e para o diretor da VL Consultoria Imobiliária, Marcos Ventura, a primeira providência deve ser saber qual o valor do crédito que o banco vai liberar para o comprador. “Mesmo quem tem uma renda considerada alta deve procurar o banco, porque tem gente que acha que pode arcar com uma parcela alta, mas quando vai checar, a instituição financeira não libera o que aquele cliente esperava”, alerta Ventura. 

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Dicas para comprar imóveis na planta

O crédito do banco só entra em cena meses depois, quando o comprador sai do pagamento com a construtora, geralmente na entrega das chaves. Mas Lins reforça que estar com a carta de crédito antes de fechar o contrato é uma segurança para o próprio comprador. “Senão ele corre o risco de fechar o negócio e depois ter que desfazer, porque não tem lastro em nenhum banco”, orienta o advogado. 

Outra dica que os dois destacam é o passo seguinte à pesquisa pelo imóvel: investigar a idoneidade da construtora. “O mercado se preocupa muito com a capacidade financeira do comprador, mas a saúde da construtora é igualmente ou mais importante”, comenta Marcus Lins. Além das dicas do quadro ao lado, neste ponto Marcos Ventura lembra que um corretor de imóveis de confiança pode ser uma consulta fundamental sobre os outros projetos da empresa que está vendendo o imóvel. “É indispensável que o corretor seja de confiança e credenciado junto ao Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis)”, avisa. No site www.creci-pe.gov.br há orientações sobre como checar se o profissional está legalizado.

Os especialistas incluem nas dicas outras duas proteções para o futuro, para casos de descumprimento por parte das construtoras: exigir o registro do memorial de incorporação e guardar todo o material publicitário sobre o empreendimento. O memorial de incorporação traz todos os detalhes, da marca do produto ao tamanho exato dos cômodos, que vão compor o futuro imóvel – que, na compra na planta, é ainda uma promessa. Sem esse registro, o comprador fica vulnerável, uma vez que a empresa pode usar de má-fé e mudar os parâmetros depois.

Num futuro questionamento judicial, outras provas a favor do comprador são panfletos, anúncios em jornais, rádios, TVs, internet e imagens dos sites que falam das características do imóvel. Taxas, incluindo a preocupação de checar se o terreno é de marinha, e outros detalhes jurídicos não devem ser esquecidos – daí a importância de um advogado ler também o contrato, como orienta Marcos Ventura. Neste âmbito, Lins pontua que uma vantagem para o comprador, embora não seja obrigação da construtora, é que o empreendimento seja enquadrado como patrimônio de afetação, o que o protege de uma eventual “quebra” da empresa que o está construindo. 

De todo modo, lembra Marcos Ventura, a compra na planta pode ser vantajosa para muita gente. “É um excelente negócio porque você compra com uma prospecção de lucro maior. Pode ter certeza que quem comprou e tomou esses cuidados está muito satisfeito”, afirma. 

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