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Estreia do vôlei feminino tem duelo de técnicos brasileiros

José Roberto Guimarães (Brasil) e Marco Aurélio Motta (Turquia) farão duelo à parte na primeira rodada

Da Agência Estado
Da Agência Estado
Publicado em 27/07/2012 às 16:42
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Quis o sorteio das chaves que dois velhos conhecidos se encontrassem justamente na estreia das equipes nos Jogos Olímpicos de Londres. José Roberto Guimarães, treinador da seleção brasileira feminina de vôlei, terá de encarar neste sábado (28/7), a partir das 18h (horário de Brasília), Marco Aurélio Motta, comandante da Turquia e seu antecessor no Brasil - treinou a geração de Ana Moser. Os dois sabem os segredos do outro muito bem e só um poderá sair vencedor.

"A Turquia é o time que mais se desenvolveu nos últimos anos e, por isso, nós precisamos ter muita atenção nesse primeiro jogo", afirma Zé Roberto, que ficou à frente do time turco Fenerbahçe na última temporada. Ele explica que o Brasil caiu em uma chave complicada na Olimpíada, mas que isso é bom para que o time possa ganhar confiança se jogar bem. E se não estiver 100%, vai enfrentar adversários que poderão mostrar algumas deficiências da equipe e que poderiam ser corrigidas antes das quartas de final.

Zé Roberto conhece muito bem a seleção turca e costuma citar todas as titulares em sua entrevista. "É uma equipe que tem garra e volume de jogo", explica o treinador, que tenta levar o Brasil ao bicampeonato olímpico.

Do seu lado, Marco Aurélio Motta concorda com seu sucessor na seleção brasileira e acha que a Turquia pode ser a surpresa do torneio olímpico. "A gente costuma jogar com muito entusiasmo e, por isso, a pressão não vai atrapalhar. Acho que tem tudo para ser um grande jogo", comentou o treinador, que virou ídolo na Turquia ao classificar a equipe para os Jogos de Londres com uma vitória sobre a favorita Rússia. "Podemos chegar longe se as coisas conspirarem a nosso favor. Sabemos que o grupo é muito difícil e será complicado. Então, a primeira preocupação é classificar."

Um dos fatores que ajuda a mexer com as jogadoras do Brasil é que todo o favoritismo no torneio feminino é colocado sobre a seleção dos Estados Unidos, que conquistou recentemente o Grand Prix e que o próprio Zé Roberto coloca em um degrau acima das demais. Para a ponteira Jaqueline, o fato de tirar esse peso das costas brasileiras é importante. "Eu acho que é bom jogar a responsabilidade para os outros também", diz a jogadora.

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