Rio-2016

Brasil promete organizar Jogos Paralímpicos melhores que os de Londres

Jogos de Londres têm sido considerados como os mais importantes já organizados desde os primeiros, em Roma-1960

Miguel Rios
Miguel Rios
Publicado em 07/09/2012 às 16:50
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LONDRE - O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, garantiu nesta sexta-feira (7/9) que os Jogos Paralímpicos Rio-2016 serão melhores do que os de Londres.

"Quando devolvermos a bandeira ao Comitê Paralímpico Internacional na cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio, o movimento paralímpico será ainda mais forte", declarou Parsons em uma coletiva de imprensa na capital britânica, onde a cidade brasileira fará uma participação no encerramento das Paralimpíadas de Londres no próximo domingo.

Os Jogos Paralímpicos de Londres têm sido considerados como os mais importantes já organizados desde os primeiros, em Roma-1960, com 2,7 milhões de ingressos vendidos e estádios cheios de espectadores. "Estamos confiantes de que podemos levantar a barra ainda mais", assegurou Parsons, que disse que não se surpreendeu com o sucesso dos Jogos de Londres.

Os investimentos no Brasil no esporte para deficientes dobraram de R$ 77 milhões, entre 2005 e 2008, para R$ 165 milhões, entre 2009 e 2012, com 98% de capital público, explicou Parsons.

Isso se refletiu em Londres, onde os atletas brasileiros se tornaram estrelas dos Jogos Paralímpicos, que começaram em 29 de agosto. O nadador Daniel Dias, por exemplo, ganhou quatro medalhas de ouro e o velocista Alan Fonteles superou a estrela dos Jogos, o sul-africano Oscar Pistorius, nos 200m.

A seleção brasileira de futebol de cinco para cegos, também se classificou para a final e pode defender a sua invencibilidade neste esporte desde que foi introduzido no programa paralímpico em 2004. De acordo com Parsons, os atletas paralimpícos ajudaram a promover o esporte para pessoas com deficiência no Brasil e a transformar a percepção das pessoas sobre os deficientes, o que pode ajudar o país a melhorar sua acessibilidade.

"Estamos em um país onde ainda há um longo caminho a percorrer em termos de inclusão social para as pessoas com deficiência", reconheceu. "Talvez nós não seremos um país perfeito para pessoas com deficiência em 2016, mas (as Paralimpíadas) vão ajudar a avançar neste sentido."

"Toda criança no Brasil não tem que sonhar em ser o Ronaldo ou Pelé. Podem sonhar em se tornar um Daniel Dias ou a Adria dos Santos. Isto é muito importante", disse Parsons. "Quando você transforma atletas em herois, eles fazem parte da sociedade (...) Isso é um grande legado que os Jogos podem deixar."

O diretor-geral do Comitê Organizador do Rio-2016, Leonardo Gryner, disse que espera "vender mais de 2,7 milhões de bilhetes nos Jogos do Rio". Mas de acordo com Gryner, os Jogos devem deixar um grande legado para os 15% da população do país que têm "necessidades de acessibilidade permanentes".

"Através dos Jogos Paralímpicos, podemos trazer isso para o público e trabalhar para obtê-lo em nossas vidas diárias", acrescentou.

"Eu acho que nós vamos fazer do Rio uma cidade muito acessível e isso vai servir de exemplo para outras cidades", disse. Todos as sedes serão acessíveis para deficientes, assim como o transporte público e as principais ruas da cidade.

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