Homossexuais

Juiz que anulou união gay será julgado por Corte Especial

Jerônymo Pedro Villas Boas disse que sua fé evangélica não influenciou na decisão

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 22/06/2011 às 19:05
Foto: AFP
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GOIÂNIA - Um dia após ter sua decisão anulada, o juiz Jerônymo Pedro Villas Boas, de 45 anos, revelou que, embora seja evangélico, sua profissão de fé não influenciou na decisão de anular, de ofício, o primeiro contrato de união estável homoafetiva de Goiânia, entre Liorcino Mendes Pereira Filho e Odilio Cordeiro Torres Neto.

"Eu frequento a igreja sim, mas não misturo as duas coisas", disse o juiz, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros de Goiânia. "Assim como tenho o direito de manifestar a minha fé, não discrimino pessoas e minhas decisões são tomadas à luz da Lei", afirmou.

Apesar da separação entre a fé e a lei, o juiz será julgado por uma Corte Especial, como anunciou a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, também corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Foi ela que, ontem, anulou o ofício do juiz. E determinou, a todos os cartórios de registro da cidade, a produzirem o documento de união homoafetiva.

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