ANVISA

Proibição de venda de emagrecedores com anfetaminas leva médicos à justiça

segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, Dimitri Homar, com a retirada desses inibidores de apetite, os pacientes podem acabar buscando remédios falsificados

Fábio Jardelino
Fábio Jardelino
Publicado em 04/10/2011 às 14:15
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BRASÍLIA ? Os médicos pretendem recorrer à Justiça contra a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a venda e o uso dos remédios para emagrecer à base de anfetaminas (anfepramona, femproporex e mazindol), segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, Dimitri Homar.

?Não podem tirar a autonomia do médico e do paciente. Nós, médicos, sabemos o que é bom para o paciente?, disse Homar, que acompanha a reunião da diretoria da Anvisa, na sede da agência reguladora.

De acordo com ele, com a retirada desses inibidores de apetite, os pacientes podem acabar buscando remédios falsificados. ?O que vem de fora do país ilegalmente não temos condições de controlar?, disse, acrescentado que o número de casos de diabetes e hipertensão também podem aumentar devido à proibição.

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (4) banir os remédios para emagrecer à base de anfetaminas do mercado e manter o uso dos derivados de sibutramina com restrições.


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