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Aposentado afirma que não enterrou animal vivo

Visivelmente debilitado e com a fala rouca, o aposentado, que sofre de câncer, diabetes e tuberculose, disse que jamais mataria o cão porque ele é seu único companheiro

Millena Gomes
Millena Gomes
Publicado em 13/12/2011 às 16:40
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O aposentado Orlando Santos, de 59 anos, dono da cadelinha Titã, disse em depoimento à polícia que não enterrou seu animal. Segundo ele, o cãozinho costumava fazer buracos no quintal para amenizar a coceira da sarna. Na semana passada, Santos disse que viu o animal deitado num buraco e cutucou o bichinho, que não se mexeu. E decidiu colocar folhas de mandioca e bananeira sobre ele, achando que estivesse morto.

Visivelmente debilitado e com a fala rouca, o aposentado, que sofre de câncer, diabetes e tuberculose, disse que jamais mataria o cão porque ele é seu único companheiro. O delegado de Novo Horizonte Luiz Fernando Ribeiro, responsável pelo caso, disse acreditar na versão porque o aposentado, que foi ouvido em casa, não tem força física aparente para abrir um buraco no chão. A polícia espera agora laudo da perícia para saber se o buraco foi feito pelo cão ou por uma pessoa antes de concluir o caso que apura crime ambiental de abuso contra animais.

Já a cadelinha continua em estado grave passando por tratamento numa clínica da cidade. Ela foi resgatada na última quarta-feira 7, no quintal da casa de Santos depois de ficar enterrada viva por mais de 12 horas.

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