investigação

Ministério da Saúde ainda investiga mortes de 13 crianças indígenas no Acre

A maioria das vítimas tinha menos de um ano de vida

Aline Souza
Aline Souza
Publicado em 19/01/2012 às 21:59
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BRASÍLIA – O Ministério da Saúde ainda não sabe a causa das mortes de 13 crianças indígenas das etnias Kaxinawá e Kulina no Acre, ocorridas entre o final do ano passado e janeiro. A maioria das vítimas tinha menos de um ano de vida.

As crianças tiveram febre alta, vômito e diarreia, sintomas de doença diarreica aguda. Há suspeita de que as mortes tenham sido causadas por rotavírus, mas as autoridades de saúde não confirmam. O rotavírus é uma doença diarreica aguda transmitida por contato de pessoa a pessoa por meio de água, alimentos e objetos contaminados.

“Até o momento, não foi confirmado caso ou óbito por rotavírus ou outra doença nas comunidades indígenas da região de Santa Rosa do Purus”, diz nota divulgada hoje (19) pela Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Na noite da querta (18), a secretaria havia informado somente oito mortes.

De 1º a 18 de janeiro, 70 crianças indígenas foram identificadas com doença diarreica aguda. Dessas, três morreram e duas continuam internadas para tratamento, que é a base de reidratação oral. Em dezembro passado, foram dez mortes.

Os casos ocorreram em 20 das 46 aldeias na região do município de Santa Rosa do Purus, onde há 3 mil índios. Próximo da fronteira com o Peru, a secretaria alega que o acesso às tribos é difícil, feito por barco.

Equipes de saúde do ministério em Alto Rio Purus e dos governos estadual e municipal foram deslocadas paras aldeias em busca de novos casos e para investigar os motivos das mortes. A orientação é reidratar os doentes com sintomas suspeitos. Já os desidratados e desnutridos são removidos.

Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as mortes mostram o descaso das autoridades com os indígenas no Acre. “O grave é que ninguém faz nada e fica um jogo de empurra-empurra entre as instituições que deveriam estar cuidando da saúde dos povos indígenas”, disse a entidade.

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