corrupção

Governo do Rio e prefeitura carioca cancelam contratos com empresas flagradas oferecendo propina em licitação de hospital

Reportagem no Fantástico denunciou esquema de pagamento de propina para favorecimento de contratos de serviço no Instituto de Pediatria e Puericultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Emídia Felipe
Emídia Felipe
Publicado em 19/03/2012 às 18:55
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RIO DE JANEIRO – O governador Sérgio Cabral determinou nesta segunda-feira (19) o cancelamento de todos os contratos do governo do Rio com as empresas citadas na matéria do programa Fantástico de domingo (18), envolvidas em pagamento de propina para favorecimento de contratos de serviço no Instituto de Pediatria e Puericultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Fundão.

Na nota, assinada pelo secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, o governador informa que os eventuais contratos com as empresas Toesa Service, Locanty Soluções, Bella Vista Refeições Industriais e Rufolo Serviços Técnicos e Construções serão cancelados. “A forma de continuidade dos serviços essenciais será decidida caso a caso em comum acordo com a Secretaria da Casa Civil e a Procuradoria-Geral do Estado”, diz a nota.

A prefeitura do Rio também determinou o cancelamento imediato de todos os contratos com as empresas mencionadas na reportagem da TV Globo, e vai analisar com a Procuradoria-Geral do Município a melhor solução para substituí-las.

O município não tem qualquer contrato em vigor em vigor com as empresas Toesa Service e Rufolo Serviços Técnicos e Contruções. Atualmente apenas a Locanty presta serviços para cinco órgãos municipais – Previ-Rio, Controladoria-Geral do Município, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Rio Zoo e Secretaria Municipal de Saúde – em contratos que somam R$ 2.747.617,20.

“A prefeitura ainda está levantando todos os eventuais contratos com a empresa Bella Vista Refeições Industriais, já que este é o nome fantasia, para que também sejam cancelados”, informa, por meio de nota, a prefeitura carioca.

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