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Parte dos brasileiros desconhece alimentos com alto teor de sal

O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal (cloreto de sódio) e 4,7 gramas de sódio. O recomendado é 5 gramas e 2 gramas, respectivamente

Karol Albuquerque
Karol Albuquerque
Publicado em 06/11/2013 às 14:25
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Mesmo com uma intensa publicidade nos meios de comunicação e nos próprios consultórios médicos, muitas pessoas desconhecem os perigos que o consumo excessivo de sal pode causar à saúde. Outras, por sua vez, sabem dos riscos à saúde mas ignoram os alimentos que têm alto valor de sal ou sódio, como os embutidos – presunto, mortadela e mortadela de frango –, macarrão instantâneo e maionese, por exemplo.

Tabela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que o queijo parmesão ralado, tão utilizado pelas famílias brasileiras nas macarronadas de fim de semana, lidera os alimentos com maior teor de sal em sua composição. Nesta terça-feira (5), o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação assinaram o quarto acordo para diminuir a quantidade de sal nos produtos que vão à mesa dos brasileiros.

O médico cardiologista Geniberto Paiva Campos, ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do Distrito Federal (SBC-DF) e atualmente coordenador do Observatório da Saúde do Distrito Federal disse à Agência Brasil que o sal é o grande responsável por problemas como o infarto, a diabetes e a hipertensão, esta última de difícil diagnóstico que se tornou um problema de saúde pública. “O excesso de sal é ruim, traz problemas para o coração, para os rins, eleva a pressão arterial e está diretamente ligado as causas de infarto”, destacou o cardiologista.

Segundo ele, todo esse impacto na saúde do brasileiro torna o consumo excessivo de sal e de sódio um problema de saúde pública e, por isso, torna-se necessária a redução do uso do sódio nos alimentos. Ele reconheceu que a tradição da culinária brasileira é um dos pontos que mais dificultam o processo de convencimento do cidadão. Geniberto citou, por exemplo, o tradicional churrasco gaúcho. Uma forma de driblar a quantidade de sal colocada na carne, segundo ele, é descartar a capa da carne, onde o produto se concentra. “Agora, vai dizer isso para o gaúcho”, brincou.

Apesar de o consumo excessivo fazer mal a saúde, o sal é necessário para o corpo humano e, ao mesmo tempo, a redução da quantidade ingerida é facilmente aceita pelo organismo. O segredo é diminuir gradativamente o consumo e não tentar cortá-lo da dieta de uma vez.

A nutricionista e professora da Universidade de Brasília (UnB), Raquel Botelho, deu dicas para controlar o consumo de sal. “Nós temos que incentivar a população a usar temperos a base de ervas, até mesmo pimentas, porque não contêm sódio”. Outro produto que pode ajudar no processo de redução do consumo de sal é o alho, tempero que é benéfico à saúde que contribui no tratamento de infecções patogênicas e previne doenças como o câncer e problemas cardiovasculares.

A professora explicou que o cidadão tem que tomar cuidado com os temperos industrializados. “Cada tablete de tempero contém mais de 1 mil miligramas de sódio”. Segundo ela, o brasileiro consome três vezes mais sal do que deveria.

Alimentos perigosos:

O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal (cloreto de sódio) e 4,7 gramas de sódio. O recomendado é 5 gramas e 2 gramas, respectivamente. O sódio representa aproximadamente 40% da composição do sal.

Queijo parmesão ralado --- 1.981
Macarrão instantâneo --- 1.798
Queijo parmesão --- 1.402
Mortadela --- 1.303
Mortadela de frango --- 1.232
Maionese --- 1.096
Biscoito de polvilho --- 1.092
Salgadinho de milho --- 779
Biscoito água e sal -- 741
Biscoito cream cracker --- 735
Hamburguer bovino --- 701
Batata frita ondulada --- 624
Pão de queijo congelado --- 582
Queijo muçarela --- 577
Quejo prato --- 571
Valores das amostras em miligramas por 100 gramas (mg/100g)

IMPORTANTE:
- Dieta rica em sal descarta cálcio do corpo
- Grande parte do sal consumido está nos alimentos industrializados
- O consumo excessivo de sal pode causar hipertensão, doenças cardiovasculares e renais

Fonte: Anvisa/Ministério da Saúde

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