Violência

Rio: Polícia apura de onde partiu tiro que matou menino

Luis Felipe Rangel Bento foi atingido por um tiro na cabeça enquanto dormia, dentro de sua casa

Carolina Sá Leitão
Carolina Sá Leitão
Publicado em 26/06/2014 às 20:27
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Um dia após a operação que terminou com a morte de um garoto de 3 anos, o policiamento continuou reforçado nesta quinta-feira (26) no Morro da Quitanda, em Costa Barros, na zona norte do Rio. Luis Felipe Rangel Bento foi atingido por um tiro na cabeça enquanto dormia, dentro de sua casa. A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil investiga o caso para saber de onde partiu o disparo - já que houve troca de tiros entre militares e criminosos.

Segundo a polícia, familiares de Luis Felipe, testemunhas e 15 PMs envolvidos na operação "estão sendo ouvidos". A assessoria de imprensa da Polícia Civil não informou quantos já tinham prestado depoimento até esta quinta. "As armas dos PMs foram apreendidas e encaminhadas à perícia", informou. Agentes da DH estiveram também no local do tiroteio e na casa da criança para periciar a cena do crime.

A família de Luis Felipe encontrou dificuldades para conseguir a liberação do corpo porque o garoto de 3 anos não tinha certidão de nascimento. Só no meio da tarde o corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado, segundo a unidade, para o cemitério de Irajá, na zona norte do Rio, a cerca de 6 km de Costa Barros, onde mora a família da criança.

Apesar do policiamento reforçado, a PM informou que não foi realizada nova operação na comunidade. Desde a semana passada, militares do 41º BPM (Irajá) faziam operações contra uma quadrilha que estaria roubando veículos de carga e transportando as mercadorias para dentro da favela. Na quarta-feira, os policiais teriam sido recebidos a tiros quando chegavam para o patrulhamento com um blindado. No tiroteio, Luis Felipe foi atingido e morreu. Revoltados, moradores fizeram um protesto: fecharam ruas, depredaram ônibus e carros e bloquearam a linha férrea. Dois moradores foram feridos de raspão por tiros durante a manifestação.

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