Acidentes

Rio de Janeiro já tem metade dos afogamentos de 2014

Muitos banhistas ignoram as placas nas areias que indicam perigo de mar agitado, segundo os guarda-vidas

Da Folhapress
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Publicado em 28/01/2015 às 9:28
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
Muitos banhistas ignoram as placas nas areias que indicam perigo de mar agitado, segundo os guarda-vidas - FOTO: Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
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Com as temperaturas acima dos 40 graus e a água do mar mais quente neste verão, a orla carioca registrou, nos primeiros 26 dias do ano, o dobro de afogamentos de todo o mês de janeiro do ano passado. São 11.362 casos este ano contra 5.134 no primeiro mês de 2014.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira (27) pelo Corpo de Bombeiros do Rio, também mostra que os resgates neste ano já passam da metade dos registrados no ano passado: foram 17.122 ao todo.

Neste ano, seis pessoas morreram afogadas. Em 2014, foram 11 casos.

'IMPRUDÊNCIA'

Segundo o coronel Sérgio Ângelo da Rocha, 2015 já tem um recorde histórico de salvamentos e entre as principais razões para esse aumento estão o alto número de turistas de férias no Rio e a "imprudência" dos banhistas.

Os bombeiros têm feito mais salvamentos noturnos, uma vez que, com o calor intenso, mais pessoas tem frequentado as praias à noite. Esses números não são contabilizados separadamente.

Muitos banhistas ignoram as placas nas areias que indicam perigo de mar agitado, segundo os guarda-vidas. O consumo exagerado de bebida alcoólica também é apontado pelos salva-vidas como uma causa frequente dos afogamentos.

"Já aconteceu de a gente resgatar uma mesma pessoa duas ou três vezes no mesmo dia, porque ela estava alcoolizada. Isso acontece quando se juntam imprudência e bebida alcoólica", afirma o coronel Rocha.

As orlas da Barra da Tijuca, na zona oeste, e Copacabana, na zona sul, são as que mais dão trabalho aos salva-vidas, que atuam em 180 pontos e postos fixos. A primeira já tem mais de 8.000 salvamentos este ano, e a segunda, quase 2.000.

No total, cerca de 400 bombeiros se dividem pela orla carioca por dia.

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