Protesto

Manifestantes da Educafro desocupam entrada principal do Ministério da Fazenda

Cerca de 20 manifestantes ocuparam a entrada principal do edifício e, lá dentro, alguns se acorrentaram às catracas de acesso ao ministério, impedindo a entrada de servidores

Da ABr
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Publicado em 09/03/2015 às 16:05
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Cerca de 20 manifestantes ocuparam a entrada principal do edifício e, lá dentro, alguns se acorrentaram às catracas de acesso ao ministério, impedindo a entrada de servidores - FOTO: Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
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Depois de aproximadamente duas horas de bloqueio, manifestantes da Fundação Educafro – que reivindicavam mais recursos para educação de negros e pobres – liberaram a entrada principal do Ministério da Fazenda, por volta das 14h10. Segundo o frade franciscano David Santos, porta-voz do movimento, a decisão de desocupar o prédio foi tomada após a Secretaria Executiva do Ministério marcar uma audiência, com o grupo.

“Dia 17 de março voltaremos aqui para definir todos os pontos de reivindicação, em uma audiência com o secretário executivo [adjunto] Ariosto Culau. Se não atenderem a nossas demandas, aí teremos uma audiência com o ministro”, disse Santos.

Sobre a escolha do local da manifestação, o frade explicou que várias audiências ocorreram no Ministério da Educação, que sempre alega o corte de verbas para não atender às reivindicações. “Queremos a garantia de que todo aluno cotista negro, cuja renda seja inferior a 1,5 salário mínimo, tenha bolsa moradia, alimentação e transporte”, afirmou. “Colocamos aqui como é incoerente falar em pátria educadora e cortar 30% da verba para educação. Queremos saber quanto mais vai para educação, em uma pátria educadora”, disse.

A portaria principal do Ministério da Fazenda foi bloqueada por volta das 12h. Cerca de 20 manifestantes da Fundação Educafro ocuparam a entrada principal do edifício e, lá dentro, alguns se acorrentaram às catracas de acesso ao ministério, impedindo a entrada de servidores. Eles também tocaram berimbau, timbau e jogaram capoeira, além de cantar músicas pedindo ao ministro Levy mais dinheiro para educação.

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