PARALISAÇÃO

Após demissões, trabalhadores da Ford entram em greve em São Bernardo do Campo

Segundo o sindicato, um levantamento preliminar da entidade contabilizou cerca de 200 empregados dispensados nessa quarta-feira

Do Estadão Conteúdo
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Publicado em 10/09/2015 às 10:45
Foto: Foto: Adonis Guerra/ SMABC
Segundo o sindicato, um levantamento preliminar da entidade contabilizou cerca de 200 empregados dispensados nessa quarta-feira - FOTO: Foto: Foto: Adonis Guerra/ SMABC
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Um dia após a Ford dar início a demissões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), trabalhadores da unidade deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a paralisação foi aprovada pelos trabalhadores, por unanimidade, durante assembleia na porta da fábrica no início da manhã. A entidade afirma que toda a produção está paralisada.

Nessa quarta-feira (9), a Ford justificou em nota que os cortes fazem parte do "esforço" da empresa para "adequar a produção à significativa desaceleração da demanda automotiva". A montadora americana, contudo, não informou o número de funcionários demitidos.

Segundo o sindicato, um levantamento preliminar da entidade contabilizou cerca de 200 empregados dispensados na quarta, entre funcionários que estavam em lay-off, banco de horas ou trabalhando normalmente.

O sindicato afirma que o objetivo da paralisação é levar a empresa a abrir negociação com a categoria. Até o momento, não há nenhuma reunião marcada entre as partes. "Não esperávamos demissões na Ford. (...)Reconhecemos as dificuldades, a queda acentuada na produção, no entanto, não era necessária uma atitude dessa natureza. Sempre há espaço para negociação", afirmou o presidente da entidade, Rafael Marques em nota. 

Na fábrica da Ford em São Bernardo, há cerca de 4,3 mil trabalhadores. De acordo com o sindicato, pela manhã, toda a produção e outros serviços como a lanchonete estão paralisados. Na unidade, a montadora produz o modelo New Fiesta e caminhões. Antes das demissões, havia 160 trabalhadores com contratos de trabalho suspensos (lay-off) e 59 afastados em banco de horas.

 

 

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