SAQUEADOR

Fernando Cavendish e Carlinhos Cachoeira voltam para prisão

A operação da PF rastreia esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões

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Publicado em 28/07/2016 às 12:59
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
A operação da PF rastreia esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões - FOTO: Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
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A Polícia Federal voltou a prender nesta quinta-feira (28) Fernando Cavendish, ex-dono da empreiteira Delta, e Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Os dois haviam sido presos, há cerca de um mês, por lavagem de R$ 370 milhões desviados de cofres públicos, no âmbito da Operação Saqueador. Depois de ficarem cerca de dez dias no Complexo Penitenciário de Bangu, eles passaram a cumprir pena em prisão domiciliar desde o dia 11 de julho.

Também voltaram a ser presos hoje Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu. Os três também tinham sido beneficiados com a prisão domiciliar e tinham deixado a penitenciária em 11 de julho. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Polícia Federal.

Ontem (27), a 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro, determinou que os cinco presos na Operação Saqueador retornassem ao presídio.

Operação Saqueador

A Operação Saqueador, da Polícia Federal, rastreia esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os principais acusados são o empresário Fernando Cavendish, ex-dono empreiteira Delta Construção, e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Além deles, foram denunciadas 21 pessoas – executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira, além de proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud.

Segundo o MPF, foram reastreados os pagamentos feitos pela Delta a empresas de fachada. Foi verificado ainda aumento dos valores dessas transferências em anos de eleições. Foram feitas transferências, por exemplo, de R$ 80 milhões para uma obra inexistente chamada Transposição do Rio Turvo, no Rio de Janeiro.

As empresas, que só existiam no papel, recebiam o dinheiro, mas não executaram o serviço. De acordo com o MPF, as empresas de Adir Assad e Marcelo Abbud emitiam notas frias não só para a Delta, mas para muitas outras empresas. Segundo as investigações, o esquema também serviu de suporte à corrupção na Petrobras.

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