CRISE CARCERÁRIA

Rebelião no Rio Grande do Norte pode ter causado a morte de mais de 30 detentos

O secretário de Justiça e Cidadania do estado confirmou a morte ao menos de 10 detentos

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Publicado em 15/01/2017 às 15:45
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FOTO: ANDRESSA ANHOLETE / AFP
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Mais de 30 detentos podem ter morrido em meio à rebelião que destruiu parcialmente a Penitenciária Estadual de Alcaçuz e o Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, na região metropolitana de Natal, nesse sábado (14)


Em entrevista coletiva à imprensa realizada neste domingo (15) pela manhã, o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino Ferreira da Silva, confirmou ao menos 10 mortos.

Entretanto, ao sair do local, o secretário foi informado por um agente penitenciário que 27 (número que já foi atualizdo) corpos já teriam sido encontrados. "Secretário, eu contei 27 troncos", disse o servidor ao secretário diante de jornalistas e assessores. Wallber Virgolino não comentou o número.

O secretário afirmou que a rebelião foi a maior já registrada no complexo prisional, fundado no final da década de 1990. "É a maior rebelião em número de mortos, mas não iremos superar Roraima", disse. No dia 7 de janeiro, 31 presos foram mortos em penitenciária de Roraima.

Um indicativo de que o número de vítimas em Natal pode ser maior do que o anunciado até agora é a estrutura montada pelo Instituto Técnico de Perícia (Itep/RN). O diretor do órgão, Marcos Brandão, confirmou que foi montada uma estrutura com capacidade para receber até 100 corpos. Um caminhão refrigerado com espaço para armazenar 50 cadáveres foi alugado para auxiliar o trabalho.

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Johannes MYBURGH / AFP
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Brandão afirmou que todos os corpos passarão por necropsia. No caso dos decapitados, ele disse que serão necessárias fotos de rosto e até exames de arcada dentária para a confirmação das identidades. Tendas estão sendo armadas em frente à sede do Itep/RN para abrigar familiares dos presos mortos na rebelião. A expectativa é que os primeiros sejam transportados da Penitenciária para o Itep ainda hoje.

PCC

Pelo menos seis homens, pertencentes à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram identificados como os responsáveis pela rebelião que destruiu parcialmente a Penitenciária Estadual de Alcaçuz e o Pavilhão Rogério Coutinho Madruga. A rebelião foi controlada no início da manhã deste domingo, por policiais militares e agentes penitenciários.

O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Caio Bezerra, destacou que a ação de retomada de controle da unidade prisional foi positiva. "Os presos não reagiram e estamos avançando na contenção de todos os pavilhões", frisou. Ele também evitou falar no número de mortos, mas destacou que todas as informações serão repassadas no momento oportuno. Outra coletiva de imprensa será realizada no fim da tarde deste domingo para atualização dos dados.

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