LAVA JATO

Relator da Lava Jato, ministro do STF Teori Zavascki interrompeu as férias para dar seguimento às investigações da operação

O magistrado voltou do recesso para analisar a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht, ponto mais alto da operação, e determinou o início da audiência com os depoentes

JC Online
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Publicado em 19/01/2017 às 17:05
Foto: Valter Campanato Agência Brasil
O magistrado voltou do recesso para analisar a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht, ponto mais alto da operação, e determinou o início da audiência com os depoentes - FOTO: Foto: Valter Campanato Agência Brasil
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O ministro do STF Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo nesta quinta-feira (19), em Paraty, no Rio de Janeiro, interrompeu as férias do tribunal no início deste ano para dar seguimento às investigações da Operação Lava Jato. As informações são do jornal O Globo.

O magistrado voltou do recesso para analisar a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht, ponto mais alto da operação, e determinou o início da audiência com os depoentes. Antes do início dos trabalhos, Teori ordenou a sua equipe, formada por juízes e servidores de confiança, que eles não falassem com ninguém sobre o assunto, para evitar o vazamento do conteúdo das delações. No dia em que recebeu os documentos, o ministro já demonstrava preocupação com o vazamento de algumas informações.

"Pelo que vi, não foi propriamente um depoimento que foi vazado. Pelo que eu vi. Mas, de qualquer modo, é lamentável que estas coisas aconteçam. É lamentável", afirmou na ocasião, em uma rara declaração à imprensa sobre a Lava-Jato.

Acidente aéreo

Teori Zavascki estava no avião que caiu no mar perto da cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (19). O filho e o Corpo de Bombeiros confirmaram a morte do magistrado.

Ele era um dos passageiros do avião bimotor que caiu no mar perto da cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (19). A aeronave de pequeno porte partiu do Campo de Marte, em São Paulo, às 13h01, com destino à cidade fluminense. Além do ministro, mais três pessoas estavam no avião, que também faleceram. Os corpos das vítimas ficaram presos às ferragens da aeronave, que ficou quase inteiramente submersa, com cerca de 80% de sua estrutura debaixo do mar.

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