CRIME

Bandidos entram em posto de saúde para furtar vacinas de febre amarela, mas estoque estava vazio

A tentativa de furtar as doses da vacina foi frustrada quando eles perceberam que não havia mais nenhum frasco no local

Estadão Conteúdo
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Publicado em 27/01/2017 às 19:54
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A tentativa de furtar as doses da vacina foi frustrada quando eles perceberam que não havia mais nenhum frasco no local - FOTO: Foto: Divulgação
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Na disputa para conseguir se imunizar contra a febre amarela, no Espírito Santo, bandidos invadiram uma unidade de saúde, na Barra do Jucu, em Vila Velha, na madrugada desta sexta-feira, 27. A tentativa de furtar as doses da vacina foi frustrada quando eles perceberam que não havia mais nenhum frasco no local. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o medicamento se esgotou no dia anterior ao fato.

De acordo com informações da assessora de gabinete da Prefeitura de Vila Velha, Marcia Andriollo, os assaltantes arrombaram a janela da sala de vacinação, que é de alumínio. Na manhã desta sexta, a vigilante que chegou para trabalhar viu a luz acesa e percebeu que o local tinha sido invadido.

"A pessoa entrou e abriu a geladeira de vacinas. Ela viu que não tinha a de febre amarela e foi embora, pois tinha acabado no dia anterior. Existiam outras vacinas lá dentro e nenhuma foi levada", disse Márcia.

Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado pela Polícia Civil capixaba. Diante da tentativa de furto das vacinas, elas serão transferidas para uma central de imunização, fora da área da prefeitura, onde são monitoradas 24 horas por dia por seguranças armados. A unidade de saúde passará por reformas de segurança, para evitar novos crimes.

Surto

O Brasil vive o pior surto de febre amarela desde 1980, quando os dados da doença começaram a ser registrados pelo Ministério da Saúde. Até quinta-feira (26), foram confirmados 88 casos, com 43 mortes. Minas concentra quase a totalidade dos registros: 84 confirmações, com 40 óbitos. Além da explosão dos números, a infecção se alastra pelo País. Mato Grosso do Sul e Goiás, que este ano ainda não haviam notificado suspeitas, informaram quinta-feira (26) dois casos sob investigação.

Desde 1980, o pico havia sido em 2000, quando foram confirmados 85 casos. Os registros em análise também subiram de forma expressiva. Em Minas, são 383. No Espírito Santo, Estado que até este ano nunca havia registrado nada, 32. Outros 6 estão em análise na Bahia. Contando casos de Mato Grosso do Sul e Goiás, são 423 suspeitas.

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