LAVA-JATO

Jovem que morreu agredido com mangueira gravou vídeo esperançoso na recuperação

'Estou bem já', disse Wesner Moreira da Silva,17, teve uma mangueira de ar comprimido introduzida no ânus

JC Online
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Publicado em 17/02/2017 às 15:24
Foto: Reprodução/Youtube
'Estou bem já', disse Wesner Moreira da Silva,17, teve uma mangueira de ar comprimido introduzida no ânus - FOTO: Foto: Reprodução/Youtube
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Dias antes de morrer, Wesner Moreira da Silva,17, o adolescente que teve uma mangueira de ar comprimido introduzida no ânus em um lava-jato, gravou um vídeo esperançoso na sua recuperação e agradecendo ao apoio de amigos e parentes.

Nas imagens, feitas pelo irmão, ele afirma estar bem e grato pelas orações de todos. Na gravação, ele demonstrava estar bem e não utilizava máscara de ar.

“Agradeço a todos que estão na minha causa, fazendo orações. Eu já estou bem já. Daqui uns dias vou para minha casa ficar com a minha família. Continuem rezando por mim”,
disse Wesner.

De acordo com a família da vítima, o jovem chegou a ficar fora de risco de morte, mas no fim de semana que antecedeu o falecimento, ele teve complicações no esôfago e voltou à ala vermelha do hospital na manhã da terça-feira (14), quando sofreu uma hemorragia que causou uma parada cardiorrespiratória. A pressão da mangueira de ar comprimido foi tão intensa que fez com que ele perdesse parte do intestino, tivesse o intestino grosso estourado e os pulmões comprimidos, trancando as válvulas respiratórias.

Investigações

Pouco antes de falecer, durante conversa com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, responsável pelas investigações,
Wesner declarou que a ação não foi uma brincadeira.

O dono do lava-jato, Thiago Demarco Sena, 30, e o funcionário, William Henrique Larrea, 30, que era amigo
da família, podem ser indiciados por lesão corporal grave seguida de morte ou por homicídio doloso.

Segundo Lauretto, a príncípio, o caso não foi registrado como abuso por não ter ficado evidente a conotação sexual.
Ambos não tinham ficha criminal.

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