Assédio

Homem é preso novamente por ato obsceno em ônibus de São Paulo

Na terça (29), Diego Ferreira de Novais foi preso após ejacular numa passageira de ônibus na Avenida Paulista, mas foi liberado pela Justiça de São Paulo

JC Online/Estadão Conteúdo
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Publicado em 02/09/2017 às 10:15
Foto: Repriodução/ Google Street View
Na terça (29), Diego Ferreira de Novais foi preso após ejacular numa passageira de ônibus na Avenida Paulista, mas foi liberado pela Justiça de São Paulo - FOTO: Foto: Repriodução/ Google Street View
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O homem que foi preso após se masturbar e ejacular em uma passageira dentro de um ônibus na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, na última terça e liberado posteriormente pela Justiça de São Paulo, foi preso novamente na manhã deste sábado (2/9) após tentar atacar outra moça em um ônibus na capital paulista. Desta vez, Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso por suspeita de ato obsceno. Passageiros do coletivo o impediram de sair do ônibus.

Ele foi encaminhado ao 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, área nobre da cidade, onde encontra-se prestando depoimento. O 78º DP informou que o caso foi semelhante ao ataque que levou à prisão do homem na última terça-feira (29), mas não deu detalhes. Este é o terceiro caso de abuso sexual em coletivos da capital paulista só nesta semana, e o segundo em que Diego é suspeito. O rapaz, inclusive, tem outras 16 passagens pela polícia por casos relacionados à violência sexual.

Novais tem agora 16 passagens semelhantes na polícia, registradas nos últimos oito anos. O seu modus operandi é o mesmo: dentro do ônibus, ele se aproxima da vítima, mostra o pênis e, eventualmente, passa o órgão nela ou ejacula.

Ataque na Avenida Paulista

Após ser preso em flagrante na terça-feira (29/8), Diego recebeu liberdade em audiência de custódia realizada um dia depois e não iria mais responder a nenhum processo. O relaxamento da prisão ocorreu porque a Justiça de São Paulo entendeu que não houve estupro nem constrangimento. O caso gerou muita polêmica, mas a Justiça e o Ministério Público de São Paulo alegaram que decidiram pela liberdade porque, legalmente, não tinham como mantê-lo preso.

Repercussão

Nesaa sexta-feira (1º), o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo defenderam publicamente mudanças na legislação do crime de estupro, após repercussão negativa da libertação de Novais. O TJ-SP falou em propostas para punir de forma mais severa a importunação ofensiva ao pudor, enquanto o MP-SP disse que o ideal seria a criação de um crime intermediário entre a importunação e o estupro.

O presidente da Corte, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, e a Procuradoria-Geral de Justiça saíram em defesa do juiz e do promotor que atuaram no caso. Mascaretti disse que a Corte realizará encontros para iniciar o debate com a sociedade civil e instituições públicas "em prol de mudança legislativa que atenda aos desafios do mundo contemporâneo".

Outro caso

Um dia depois deste caso, a polícia voltou a ser acionada após uma passageira relatar ter sido apalpada nos seios por um homem também na Avenida Paulista. A Polícia Militar foi ao local e conduziu o homem para registro da ocorrência na mesma delegacia para onde Diego foi levado neste sábado. A vítima e o suspeito viajavam na linha 875H Lapa-Vila Mariana, quando a jovem gritou por ajuda. O motorista fechou a porta do veículo e impediu que o suspeito fugisse.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que um homem de 48 anos foi detido por importunação ofensiva ao pudor. "Policiais militares foram acionados e encaminharam o suspeito e a vítima, de 25 anos, para a delegacia para registrar o caso. O autor assinou um Termo Circunstanciado e foi liberado", acrescentou.

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