MAIS MÉDICOS

Cuba sai do programa Mais Médicos por declarações de Bolsonaro

O governo cubano rechaçou as modificações anunciadas pelo presidente eleito e as críticas aos profissionais do país caribenho

Ana Tereza Moraes
Ana Tereza Moraes
Publicado em 14/11/2018 às 12:55
Foto: Karina Zambrana /ASCOM/MS
O governo cubano rechaçou as modificações anunciadas pelo presidente eleito e as críticas aos profissionais do país caribenho - FOTO: Foto: Karina Zambrana /ASCOM/MS
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Cuba rejeitou nesta quarta-feira (14) as modificações anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, ao Programa Mais Médicos e decidiu suspender a participação de seus profissionais - informou um comunicado oficial.

"O Ministério de Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", diz o texto.

Em diferentes ocasiões durante sua campanha eleitoral, Bolsonaro anunciou que suspenderia esse programa com a OPAS e Cuba e que seu governo contrataria individualmente médicos que desejassem permanecer no Brasil.

Cuba considera declarações "depreciativas"

"As modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acertadas desde o início do Programa", diz o texto oficial cubano, acrescentando que "não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos".

O comunicado considera que as declarações de Bolsonaro têm "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos" e fala em desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao acordo com Cuba "ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma de se contratar individualmente".

O Programa de Médicos está em andamento desde agosto de 2013 com médicos de diversos países e, desde então, quase 20 mil médicos cubanos já atenderam 113,5 milhões de brasileiros, segundo o texto.

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