SAÚDE

Brasil recebeu ao menos 5,3 mil voos de países em lista de alerta por coronavírus

Número de passageiros que vieram da Itália, França Alemanha e Emirados Árabes soma 1,3 milhão de pessoas

Katarina Moraes
Katarina Moraes
Publicado em 25/02/2020 às 11:47
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SONNY TUMBELAKA / AFP
FOTO: SONNY TUMBELAKA / AFP
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O Brasil recebeu ao menos 5,3 mil voos, no ano passado, dos países incluídos hoje na lista de alerta do Ministério da Saúde por risco de coronavírus. O número de passageiros que vieram da Itália, França Alemanha e Emirados Árabes soma 1,3 milhão de pessoas, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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Além destes, outros quatro países - Austrália, Filipinas, Malásia, Irã - entraram no rol de origens monitoradas, mas não há voos diretos ao Brasil, segundo os registros da Anac.

Com esta medida, serão considerados suspeitos da doença pessoas que estiveram nestes locais nos últimos 14 dias (tempo de incubação do vírus) e que apresentam sintomas da doença, como febre e tosse. O novo enquadramento é resultado da confirmação da transmissão do vírus dentro desses países.

Da lista de países sob alerta, a França foi a origem da maior parte dos passageiros (490,9 mil), seguido pela Alemanha (356,4 mil), Itália (354,6 mil) e Emirados Árabes (193 mil).

Antes da nova definição, pessoas com sintomas de gripe vindas destes países não recebiam atenção especial da vigilância sanitária brasileira, pois a suspeita de novo coronavírus era descartada na hora. Agora, haverá um protocolo específico em que, caso o passageiro tenha febre associada a algum outro sintoma, será enquadrado automaticamente como caso suspeito. Uma análise clínica poderá ser feita no desembarque pela autoridade sanitária e, caso a suspeita se mantiver, o passageiro deverá ser levado a um hospital.

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Turistas chineses em Dempassar, na Indonésia - SONNY TUMBELAKA / AFP
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Pedestres usam máscaras durante feriado do Ano Novo Chinês, em Hong Kong - ANTHONY WALLACE / AFP
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Turistas chineses em Dempassar, na Indonésia - SONNY TUMBELAKA / AFP
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Casal usando máscaras no metrô de Hong Kong, na China - Anthony WALLACE / AFP
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Passageiros usando máscaras aguardam por trem na plataforma em Hong Kong - Anthony WALLACE / AFP
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Passageiros usando máscaras viajam em trem durante feriado de Ano Novo Chinês - Anthony WALLACE / AFP
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Homem usando máscaras sentado em um banco enquanto aguarda por trem - Anthony WALLACE / AFP
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Turista chinês usa máscara para se proteger do coronavírus em Dempanssar, na Indonésia - SONNY TUMBELAKA / AFP
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Passageiros usando máscaras aguardam por trem na plataforma em Hong Kong - Anthony WALLACE / AFP

Na Europa, a maior preocupação é com a Itália, que já registrou mais de 200 casos e sete mortes. O surto se concentra principalmente no norte do país, onde ao menos 11 cidades foram colocadas sob quarentena.

Segundo a Anac, em média, o Brasil recebe quatro voos diários vindos de cidades italianas. São três saindo de Roma e um de Milão. Da França são cinco, da Alemanha, três, e do Emirados Árabes, dois.

Em conversa exclusiva com o Estadão/Broadcast nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou não haver qualquer restrição de viagens para estes destinos.

Há recomendação do governo para que não sejam feitas viagens apenas para a China, onde mais de 2,5 mil pessoas morreram nos últimos dias após serem contaminadas.

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